Quem conta em conto: Crônica de Machado de Assis (1873)

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O documento histórico apresentado é uma transcrição fiel do texto Quem conta em conto… de Machado de Assis, originalmente publicado no Jornal das Famílias em 1873. Esta obra é um exemplo primoroso da prosa machadiana durante o Segundo Reinado, revelando a transição estilística do autor e sua aguçada percepção social sobre o cotidiano da Corte. O arquivo, disponibilizado aqui no Acervo On-line, permite um mergulho profundo na análise psicológica que se tornaria a marca registrada do mestre do realismo brasileiro.

A Psicologia do ‘Noveleiro’ no Século XIX

Neste texto, Machado de Assis explora a figura do “noveleiro” — o indivíduo que possui uma vocação singular para disseminar notícias e boatos. Dividido em duas partes (I e II), o autor inicia com uma reflexão filosófica e irônica, comparando o prazer de dar notícias a vícios e costumes da época, como tomar rapé ou frequentar briga de galos, esta última referida brilhantemente como o “Jockey Club dos pobres”.

O narrador machadiano não vê o noveleiro como um mero fofoqueiro, mas como um artista que domina o ‘auditório, a ocasião e a maneira’. Segundo o texto, essa atividade exige qualidades comparáveis às de um homem de Estado, onde a manipulação da informação e o tempo da revelação são cruciais para o impacto social desejado.

Luís da Costa: O Protagonista da Notícia

Na segunda parte do documento, somos apresentados a Luís da Costa, um homem de trinta anos que personifica o mestre na arte das novas. O texto descreve sua técnica refinada de não apenas relatar fatos, mas de adicionar “molho” para torná-los mais picantes. Um ponto histórico fascinante no documento é a menção à demissão de ministérios, um evento comum na política do Império que servia de combustível para o prestígio social de personagens como Luís da Costa.

Contexto Histórico e Importância Literária

Publicado em 1873, o texto reflete um Brasil que vivia intensamente a cultura dos folhetins. A presença deste arquivo no Acervo On-line é fundamental para pesquisadores e entusiastas da literatura, pois demonstra como Machado de Assis utilizava o humor e a sátira para criticar a vaidade humana e a superficialidade das interações sociais. A referência à plataforma eletrônica no cabeçalho do documento ressalta o esforço de preservação digital de nossa memória literária.

Este arquivo histórico completo está disponível para consulta e download logo abaixo, integrando nossa coleção dedicada aos grandes clássicos da literatura brasileira e documentos de época.

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