O Escrivão Coimbra: Conto de Machado de Assis (1906)

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O conto O Escrivão Coimbra, de autoria do mestre do realismo brasileiro Machado de Assis, é uma obra fascinante que explora a psicologia da esperança e da superstição. Este documento, disponível para consulta e download aqui no Acervo On-line, apresenta uma reprodução fiel do texto publicado originalmente no Almanaque Brasileiro Garnier em 1906. Através da história de Coimbra, o autor traça um perfil melancólico e irônico sobre a velhice, a perda da fé religiosa e a transferência dessa crença para o universo das loterias.

Contexto Histórico e Publicação (1906)

Publicado na virada do século XIX para o XX, em um período de transição econômica e social no Brasil, este texto foi veiculado originalmente no prestigiado Almanaque Brasileiro Garnier. A peça literária reflete o ambiente burocrático e cotidiano do Rio de Janeiro da época, utilizando figuras como o escrivão e o escrevente juramentado para compor um quadro da vida social brasileira. O documento digitalizado mantém a estrutura literária original, preservando as referências monetárias da época, como os “mil-réis”, e a grafia característica do período.

A Trama e o Personagem de Machado de Assis

A narrativa descreve a trajetória de Coimbra, um homem que, aos cinquenta anos, rompe com a religiosidade e a Irmandade de S. Bernardo após a morte de sua esposa. Machado de Assis utiliza sua técnica refinada para mostrar como o personagem substitui a fé cristã pela fé absoluta na Fortuna. Aos sessenta anos, a única crença que lhe resta é o bilhete de loteria, incentivado pela figura de Amaral, o escrevente que atua como o “demônio tentador”, alimentando as esperanças do protagonista com histórias de súbito enriquecimento.

Detalhes do Documento no Acervo On-line

O arquivo disponibilizado é uma edição de referência com excelente qualidade de digitalização. O texto é nítido e permite a leitura completa das técnicas de Coimbra para atrair a sorte, como a inversão de algarismos (exemplo citado de 1892, onde comprou o número 2981) e a compra sistemática de bilhetes baseados no ano corrente. Além do valor literário intrínseco de ser uma obra de Machado de Assis, o documento serve como um importante registro cultural sobre as práticas de lazer e as crenças populares no início da República brasileira.

Lembramos que este arquivo histórico está disponível para visualização e download no Acervo On-line, integrando nossa coleção de textos literários brasileiros em meio eletrônico para fins de pesquisa, estudo e preservação da nossa memória cultural.

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