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O conto O Carro nº 13 Machado de Assis é uma obra fascinante que integra o vasto repertório da literatura brasileira do século XIX. Originalmente publicado no Jornal das Famílias em 1868, o texto apresenta a transição de temas e estilos do autor antes de sua fase mais consagrada. O documento disponível no Acervo On-line é uma transcrição digital fidedigna, extraída de coleções de literatura em meio eletrônico, permitindo o acesso facilitado a este registro histórico-literário.
Contexto da Obra e o Protagonista Dr. Amaro de Faria
A narrativa de O Carro nº 13 Machado de Assis situa-se em um rico município fluminense, centralizando-se na figura do Dr. Amaro de Faria. Após a morte de seu pai, o Comendador Faria, por volta de 1850, Amaro torna-se o proprietário da imponente Fazenda da Soledade. Com apenas vinte e oito anos, o personagem detém um título de bacharel em Direito pela Faculdade de S. Paulo, mas prefere a pacatez da vida agrária e a gestão de suas terras, gado e produções de café e cana.
O documento detalha a estrutura da elite agrária do Brasil Imperial, mencionando a posse de trezentos escravos e a vastidão das florestas de madeiras nobres, elementos que caracterizavam a riqueza e o poder econômico da época. A resistência de Amaro em aceitar cargos políticos oferecidos pelo presidente da província reforça a idealização da vida no campo em oposição à agitação política e administrativa do período.
O Embate entre o Rural e o Cosmopolita
A Chegada de Luís Marcondes e a Perspectiva Parisiense
Um ponto crucial revelado no texto é a visita de Luís Marcondes, antigo colega de faculdade de Amaro. Recém-chegado de Paris, Marcondes traz consigo o choque cultural entre a tradição rural brasileira e a modernidade europeia. Enquanto Amaro se dedica ao café e ao açúcar, Marcondes relata com entusiasmo a vida social em Paris, mencionando bailes, teatros, cafés e o conceito de “chic”.
Importância Histórica e Literária
Este documento é essencial para pesquisadores da bibliografia machadiana, oferecendo vislumbres sobre as dinâmicas sociais entre a Corte (Rio de Janeiro), as províncias e as metrópoles estrangeiras. A menção ao “Cincinnatus” romano é uma típica referência erudita de Machado, sugerindo a virtude daquele que prefere a lavoura às glórias públicas.
O arquivo completo está disponível para download no Acervo On-line, mantendo a integridade do texto literário para fins acadêmicos e educacionais. A leitura de O Carro nº 13 Machado de Assis proporciona uma imersão profunda na mentalidade da elite brasileira de meados de 1860.









