27 Repertórios para o tema “Pobreza menstrual”

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é um dos momentos mais decisivos para o candidato, exigindo não apenas domínio da norma-padrão da língua portuguesa, mas também a capacidade de construir uma argumentação sólida e bem fundamentada. Para isso, o uso estratégico de repertórios socioculturais é indispensável, pois eles enriquecem o texto, demonstram sua capacidade de conectar diferentes áreas do saber e conferem credibilidade às suas ideias.

Quando o tema proposto é a “pobreza menstrual”, a escolha de repertórios precisa ser assertiva e diretamente ligada às questões de saúde pública, dignidade humana, equidade de gênero e acesso a direitos básicos. Nesta proposta, você é convidado a redigir uma carta formal à Prefeitura de seu município, solicitando a adesão imediata à campanha “Dignidade Menstrual”, promovida pelo governo federal, visando combater a pobreza menstrual.

A seguir, apresentamos uma seleção de repertórios que podem ser utilizados para embasar sua solicitação, reforçando a importância da iniciativa e os impactos negativos da pobreza menstrual na vida de milhões de pessoas.

Repertórios para usar na redação

1. Sem Saúde (Música)

Dia Mundial da Saúde: sem o SUS, não há saúde para todos » Abrasco

Esta música, muitas vezes associada à crítica social, retrata de forma contundente e irônica as fragilidades do sistema de saúde brasileiro. Ela expõe as dificuldades enfrentadas por pacientes e profissionais, a falta de recursos e a ineficiência que caracterizam, por vezes, o acesso à saúde no país. A letra pode ser utilizada para ilustrar a dimensão da negligência estatal em garantir direitos fundamentais, como a saúde e a dignidade.

Dica para a redação: Utilize essa canção para contextualizar a precariedade do sistema de saúde que, historicamente, falha em atender às necessidades básicas da população mais vulnerável, incluindo a questão da higiene menstrual. Ela serve como um ponto de partida para argumentar que a pobreza menstrual é mais uma face dessa crise estrutural.

Exemplo de uso na introdução:

Prezado(a) Senhor(a) Prefeito(a),

A música “Sem Saúde”, um retrato pungente da realidade brasileira, ecoa a voz de milhões que enfrentam a precariedade do sistema de saúde em nosso país. Essa melodia de crítica social, infelizmente, ganha novos acordes ao observarmos a alarmante situação da pobreza menstrual, uma face invisível, mas dolorosa, da desigualdade social. Diante desse cenário que compromete a dignidade e a saúde de meninas e mulheres em nosso município, venho por meio desta solicitar a imediata adesão da Prefeitura à campanha “Dignidade Menstrual”, uma iniciativa do governo federal essencial para mitigar os impactos desse grave problema de saúde pública.

2. Carta Para Além dos Muros (Documentário)

Carta Para Além dos Muros - TheTVDB.com

Este documentário explora a trajetória do vírus HIV no Brasil ao longo de três décadas, evidenciando não apenas os desafios médicos e científicos, mas, principalmente, o profundo estigma e a discriminação impostos às pessoas que vivem com a doença. A narrativa sublinha como a falta de informação, o preconceito e a marginalização social podem agravar uma crise de saúde, transformando-a em uma questão de direitos humanos e dignidade.

Dica para a redação: Este repertório é excelente para discutir o estigma social e a falta de informação que cercam a menstruação, especialmente em contextos de pobreza. Você pode traçar um paralelo entre a luta contra o estigma do HIV e a necessidade de desmistificar a menstruação, garantindo que não seja motivo de vergonha ou exclusão social e escolar.

Exemplo de uso na argumentação:

A pobreza menstrual não se manifesta apenas na ausência de absorventes, mas também na invisibilidade e no estigma que a envolvem. Assim como o documentário “Carta Para Além dos Muros” expõe o preconceito e a marginalização enfrentados por pessoas que vivem com HIV, a menstruação, quando associada à falta de condições básicas de higiene, se torna um tabu que silencia e isola. A ausência de diálogo e de acesso a informações adequadas perpetua um ciclo de vergonha, levando muitas meninas a faltarem às aulas e, consequentemente, comprometendo seu desenvolvimento educacional. Portanto, a adesão à campanha “Dignidade Menstrual” é um passo fundamental para romper esse silêncio e garantir que a menstruação seja tratada como um processo biológico natural, desprovido de estigma e com o suporte necessário para a saúde e bem-estar de todas.

3. UNAIDS

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O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) é uma iniciativa global que visa acelerar o fim da epidemia de HIV/AIDS. Sua atuação se baseia na promoção de medidas de saúde preventiva, acesso a tratamento e na defesa dos direitos humanos, combatendo a discriminação e o estigma associados à doença. O UNAIDS representa o esforço internacional coordenado para abordar uma crise de saúde pública sob uma perspectiva ampla, que inclui aspectos sociais e econômicos.

Dica para a redação: Utilize o UNAIDS como exemplo de organização internacional que atua na promoção da saúde preventiva e no combate ao estigma, mostrando que a pobreza menstrual também exige uma abordagem multidisciplinar e o reconhecimento como uma questão de direitos humanos e saúde pública, não apenas um problema individual.

4. DKT

DKT Latam Norte

A DKT International é uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a saúde sexual e reprodutiva em países em desenvolvimento. Por meio da distribuição de métodos contraceptivos e da educação em saúde, a DKT busca empoderar indivíduos a tomar decisões informadas sobre seus corpos e suas vidas. Sua missão se alinha com a ideia de que o acesso a informações e produtos de saúde reprodutiva é um direito fundamental.

Dica para a redação: Este repertório é altamente relevante. A pobreza menstrual está intrinsecamente ligada à saúde reprodutiva e à dignidade. Você pode usar a DKT para argumentar que, assim como o acesso a contraceptivos é vital para a saúde sexual e reprodutiva, o acesso a produtos de higiene menstrual é fundamental para a saúde e o bem-estar das mulheres e meninas, sendo uma questão de direitos reprodutivos e dignidade. A ausência desses recursos compromete a autonomia e a saúde feminina.

Leitura complementar:

5. Jonathan Mann

Singer/Songwriter Jonathan Mann Talks About His Song-A-Day Project at ...

Jonathan Mann foi um médico e ativista dos direitos humanos, amplamente reconhecido como um pioneiro da Saúde Pública Internacional. Ele defendeu incansavelmente a equidade em saúde, argumentando que a saúde é um direito humano fundamental e que as desigualdades no acesso a ela são injustiças a serem combatidas. Sua visão integradora da saúde, que considera fatores sociais, econômicos e políticos, é um legado importante para a área.

Dica para a redação: Cite Jonathan Mann para reforçar a ideia de que a pobreza menstrual não é apenas uma questão de higiene, mas uma grave violação dos direitos humanos e da equidade em saúde. Sua perspectiva pode ser usada para argumentar que a falta de acesso a produtos menstruais é uma manifestação da desigualdade social que o poder público tem o dever de combater, garantindo a dignidade de todas.

Leitura complementar:

6. HumanizaSUS

HumanizaSUS - Implantação do Acolhimento com Classificação de Risco ...

A Política Nacional de Humanização (PNH), conhecida como HumanizaSUS, é um programa do Ministério da Saúde que busca qualificar e humanizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Seu objetivo é valorizar os usuários, trabalhadores e gestores, promovendo um acolhimento digno, respeito às diferenças e participação ativa na gestão da saúde. A PNH defende que a atenção à saúde deve ir além do tratamento da doença, focando na integralidade do cuidado e na dignidade da pessoa.

Dica para a redação: O HumanizaSUS é um excelente repertório para argumentar que a campanha “Dignidade Menstrual” se alinha perfeitamente com os princípios de humanização e integralidade do cuidado. Você pode defender que a provisão de produtos de higiene menstrual e a educação sobre o tema são essenciais para um atendimento humanizado, que reconhece as necessidades específicas das mulheres e meninas e garante sua dignidade no âmbito da saúde pública.

7. Comissão Nacional de Saúde

O Papel da Conep no Sistema de Ética em Pesquisa no Brasil ...

A Comissão Nacional de Saúde (CNS) atua como um órgão governamental de controle social, responsável por formular e fiscalizar políticas públicas para o setor de saúde no Brasil. Sua função é garantir que as decisões sobre saúde sejam tomadas com base nas necessidades da população, promovendo a participação social e a transparência. A CNS desempenha um papel crucial na defesa do direito à saúde e na garantia da universalidade do acesso.

Dica para a redação: Cite a Comissão Nacional de Saúde para enfatizar a responsabilidade do poder público na formulação e implementação de políticas que garantam a saúde e a dignidade. Você pode argumentar que a pobreza menstrual é uma questão que demanda a atenção e a ação de órgãos como a CNS, e que a adesão à campanha “Dignidade Menstrual” demonstra o compromisso do município com as diretrizes de saúde pública e com a promoção do bem-estar social.

8. Grey’s Anatomy (Série de Televisão)

Season 20 (Grey's Anatomy) | Grey's Anatomy Universe Wiki | Fandom

A aclamada série de televisão “Grey’s Anatomy” acompanha a vida pessoal e profissional de cirurgiões em um hospital ficcional, abordando uma vasta gama de temas de saúde, dilemas éticos e as complexidades do sistema de saúde. Embora seja uma obra de ficção, a série frequentemente explora questões de acesso à saúde, desigualdades no tratamento e a importância de uma abordagem empática e integral ao paciente.

“Grey’s Anatomy” é uma série de televisão de drama médico americana que foca nas vidas pessoais e profissionais de estagiários cirúrgicos, residentes e atendentes no fictício Hospital Seattle Grace. A série estreou em 27 de março de 2005, na ABC, como um substituto de meia temporada e foi renovada anualmente por duas décadas. Seu título é uma mistura do sobrenome da protagonista e do nome do clássico livro-texto de anatomia humana “Gray’s Anatomy”. A roteirista Shonda Rhimes desenvolveu o episódio piloto e atuou como showrunner, roteirista principal e produtora executiva até deixar o cargo em 2015. Ambientada em Seattle, Washington, a série é filmada principalmente em Los Angeles, Califórnia, e Vancouver, Colúmbia Britânica. O elenco original era composto por nove atores principais: Ellen Pompeo, Sandra Oh, Katherine Heigl, Justin Chambers, T. R. Knight, Chandra Wilson, James Pickens Jr., Isaiah Washington e Patrick Dempsey. Saiba mais

Dica para a redação: Embora “Grey’s Anatomy” seja ficção, você pode utilizá-la para ilustrar a complexidade do sistema de saúde e a necessidade de que os hospitais e unidades de saúde estejam preparados para oferecer um cuidado integral. Em um contexto de pobreza menstrual, a série pode servir para argumentar que a dignidade do paciente, em todas as suas facetas, deve ser uma prioridade, e que a falta de itens básicos de higiene menstrual em ambientes de saúde pública é uma falha que precisa ser corrigida.

Leitura complementar:

9. Yêda Maia de Albuquerque

Yeda Maia de Albuquerque - Hematologista | Médicos Brasil

Yêda Maia de Albuquerque é uma pesquisadora e profissional da área de saúde pública que contribuiu significativamente com avanços na epidemiologia e na compreensão dos desafios de saúde no Brasil. Seu trabalho exemplifica a importância da pesquisa científica e da análise de dados para identificar problemas, propor soluções e embasar políticas públicas eficazes. A expertise de pesquisadores como Yêda é fundamental para direcionar ações em saúde.

Dica para a redação: Use Yêda Maia de Albuquerque para enfatizar a importância da base científica e dos dados epidemiológicos na formulação de políticas públicas. Você pode argumentar que estudos e pesquisas, como os que fundamentam a campanha “Dignidade Menstrual”, são essenciais para compreender a dimensão da pobreza menstrual e para desenvolver intervenções eficazes, mostrando que a decisão da Prefeitura seria embasada em conhecimento técnico e científico.

10. Sob Pressão (Série de Televisão)

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A série brasileira “Sob Pressão” oferece um olhar cru e realista sobre o cotidiano de profissionais da saúde em um precário hospital público no Rio de Janeiro. A trama aborda os desafios, a escassez de recursos, os dilemas éticos e a resiliência dos médicos e enfermeiros, expondo as falhas estruturais do sistema de saúde brasileiro e o impacto direto na vida dos pacientes. A série é um poderoso retrato das desigualdades e da urgência de investimentos na saúde pública.

“Sob Pressão” é uma série de televisão de drama médico brasileira criada por Luiz Noronha, Cláudio Torres, Renato Fagundes e Jorge Furtado, baseada no filme homônimo de 2016. A série é uma coprodução da Conspiração Filmes e da TV Globo, e estreou em 25 de julho de 2017, na TV Globo. A série acompanha os médicos e enfermeiras do departamento de emergência de um hospital público precário no Rio de Janeiro. Júlio Andrade, Marjorie Estiano e Stepan Nercessian reprisam seus papéis do filme na série de televisão. A produção da primeira temporada começou no início de março de 2017. As filmagens começaram em 10 de abril de 2017. A TV Globo renovou a série para uma segunda temporada em maio de 2017, antes mesmo da primeira ir ao ar. A segunda temporada estreou em 9 de outubro de 2018. Em maio de 2018, a série foi renovada para uma terceira temporada. Saiba mais

Dica para a redação: “Sob Pressão” pode ser usada para ilustrar a realidade de um sistema de saúde sobrecarregado e com recursos limitados, que muitas vezes falha em atender às necessidades básicas, como a higiene menstrual. Argumente que a pobreza menstrual é mais uma manifestação dessa precariedade e que a campanha “Dignidade Menstrual” é uma ação concreta para aliviar a pressão sobre as famílias e as unidades de saúde, garantindo um direito fundamental que não pode ser negligenciado.

Leitura complementar:

11. Drauzio Varella

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Antônio Drauzio Varella é um renomado médico, cientista e escritor brasileiro, conhecido por sua atuação incansável na divulgação de informações sobre saúde de forma acessível e didática. Ele se destaca por abordar temas complexos e muitas vezes tabus, promovendo a educação em saúde e combatendo a desinformação. Seu trabalho é fundamental para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado com o corpo.

Antônio Drauzio Varella é um médico, cientista, escritor e comunicador de ciências médicas brasileiro. Varella frequentemente comenta publicamente sobre questões como condições prisionais, bem-estar social, governo, literatura, medicina e ceticismo, e frequentemente desmascara afirmações médicas pseudocientíficas. Varella recebeu o Prêmio Jabuti de 2000 por seu livro “Estação Carandiru”. Saiba mais

Dica para a redação: Invoque Drauzio Varella para sublinhar a importância da educação em saúde e da desmistificação de temas como a menstruação. Você pode argumentar que, assim como Varella combate a desinformação em diversas áreas da saúde, a campanha “Dignidade Menstrual” é crucial para educar a população sobre a menstruação, quebrar tabus e garantir que meninas e mulheres tenham acesso a informações corretas e a produtos de higiene, promovendo saúde e dignidade.

Leitura complementar:

12. Estratégia Saúde da Família

Estratégia Saúde da Família — Ministério da Saúde

A Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo de atenção primária à saúde adotado pelo SUS, que busca promover a saúde preventiva e integral da população, com foco na família e na comunidade. Por meio de equipes multidisciplinares que atuam em territórios definidos, a ESF oferece acompanhamento contínuo, educação em saúde e identificação precoce de problemas, visando a melhoria da qualidade de vida e a redução das desigualdades.

Dica para a redação: Este é um repertório valioso para mostrar como a campanha “Dignidade Menstrual” se integra à lógica da atenção primária. Você pode argumentar que a ESF, com sua capilaridade e foco na prevenção, é o canal ideal para a distribuição de produtos de higiene menstrual e para a realização de ações educativas sobre o tema, garantindo que o direito à dignidade menstrual chegue às comunidades mais carentes do município.

13. Programa Mais Médicos

Municípios recebem os profissionais pelo programa

O Programa Mais Médicos, uma iniciativa do governo federal, foi criado com o objetivo de suprir a carência de profissionais médicos em regiões remotas e de alta vulnerabilidade social no Brasil. Ao levar médicos para áreas onde o acesso à saúde é precário, o programa visa fortalecer a atenção primária, ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade de vida da população. Ele representa um esforço para democratizar o acesso à saúde e reduzir as desigualdades regionais.

Dica para a redação: Utilize o Programa Mais Médicos para argumentar que, assim como o acesso a profissionais de saúde é crucial para comunidades carentes, o acesso a produtos de higiene menstrual também é um componente essencial da saúde básica. Você pode defender que a presença desses profissionais, em parceria com a campanha “Dignidade Menstrual”, pode facilitar a conscientização e a distribuição dos itens, garantindo um cuidado de saúde mais completo e equitativo nas áreas mais necessitadas do município.

14. Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (CEPEM)

CEPEM Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher | LinkedIn

O Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (CEPEM) é uma organização ou instituição dedicada a investigar e promover questões relacionadas à igualdade de gênero, saúde feminina, direitos das mulheres e empoderamento. Por meio de pesquisas, projetos e advocacy, o CEPEM contribui para a formulação de políticas públicas e para a conscientização sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade. Sua atuação é vital para dar visibilidade a problemas específicos do universo feminino.

Dica para a redação: O CEPEM é um repertório perfeito para o tema. Você pode usá-lo para reforçar que a pobreza menstrual é uma questão de gênero e de direitos das mulheres, que exige a atenção de instituições especializadas. Argumente que a Prefeitura, ao aderir à campanha “Dignidade Menstrual”, estará alinhando-se aos princípios defendidos por centros como o CEPEM, reconhecendo a especificidade das necessidades femininas e agindo proativamente para promover a saúde e a igualdade de gênero no município.

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