Seja notificado quando novos conteúdos forem adicionados. Entre no nosso canal 👇
WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VbC7nb4KWEKmXikoTY0f
Telegram:
https://t.me/odonto_resumos
A redação do ENEM exige que o candidato vá além do senso comum. Para alcançar a nota mil, é fundamental utilizar repertórios socioculturais que legitimem sua argumentação. Quando o tema envolve “Eleições e participação política”, o desafio é conectar a teoria à realidade brasileira. Neste guia, apresentamos 28 repertórios e argumentos fundamentais para você construir uma redação sólida, crítica e bem fundamentada.
Como argumentar sobre Eleições e Participação Política?
Antes de conferir a lista, entenda quais teses você pode defender com esses dados:
- A crise de representatividade: Como o distanciamento entre eleitos e eleitores enfraquece a democracia.
- O papel da educação política: A falta de instrução específica nas escolas como barreira para o exercício pleno da cidadania.
- Impacto das Fake News: Como a desinformação manipula o voto e fere a soberania popular.
- O protagonismo jovem: A transição da participação das ruas para o engajamento digital.
28 Repertórios e Argumentos para sua Redação
1. Only The Young (Taylor Swift)
A canção destaca o poder de transformação política das novas gerações. Taylor Swift incentiva os jovens a não se deixarem silenciar por sistemas obsoletos.
Exemplo de Introdução: Na música “Only The Young”, a cantora Taylor Swift aborda a resistência juvenil diante de cenários políticos desanimadores, ressaltando que a renovação social depende do engajamento das novas gerações. Fora da ficção, a participação política dos jovens no Brasil enfrenta desafios que vão desde a desilusão com a classe governante até a falta de educação cívica.
2. O Candidato Honesto (Filme)
O filme satiriza a cultura da corrupção no Brasil. O protagonista, impedido de mentir, revela as engrenagens de um sistema baseado em promessas vazias.
Exemplo de Argumentação: Em primeira análise, cabe pontuar como a descrença nas instituições corrói o processo democrático. No filme “O Candidato Honesto”, a sátira da corrupção sistêmica reflete o “jeitinho” aplicado à política, onde o interesse privado sobrepõe-se ao bem comum. Sob essa ótica, o eleitor, muitas vezes desiludido por escândalos reais, acaba por se afastar do debate público, comprometendo a qualidade das eleições.
3. Lei das Fake News (PL 2630)
Projeto de lei essencial para discutir a integridade das eleições na era digital e a responsabilidade das plataformas de tecnologia.
Argumento: A liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para a disseminação de mentiras que alteram o resultado das urnas.
4. Operação Lava Jato
A maior investigação de corrupção da história do Brasil. Revelou como grandes empresas e políticos influenciavam o processo eleitoral através de caixa dois e propinas.
5. Privacidade Hackeada (Documentário)
Explora o escândalo da Cambridge Analytica, mostrando como dados pessoais são usados para criar “bolhas” e manipular a opinião pública em eleições.
6. Karl Popper e a Sociedade Aberta
Popper defendia que a democracia é o único sistema que permite a substituição de governantes sem derramamento de sangue, baseando-se no criticismo racional.
7. Sérgio Buarque de Holanda (O “Homem Cordial”)
Em “Raízes do Brasil”, o autor explica que o brasileiro tende a confundir o espaço público com o privado, o que gera o patrimonialismo e a corrupção política.
8. Politize!
Uma ferramenta prática de democratização do conhecimento. Pode ser citada como exemplo de iniciativa para combater o analfabetismo político.
9. The Society (Série Netflix)
Jovens presos em uma cidade sem adultos precisam criar regras de convivência. É um excelente repertório sobre a origem do contrato social e a dificuldade de estabelecer lideranças legítimas.
10. Argentina, 1985
O filme narra o julgamento das juntas militares. É ideal para discutir a importância das instituições jurídicas na proteção da democracia contra o autoritarismo.
11. A República de Platão
O filósofo grego discute a justiça e o governo ideal. Útil para argumentar sobre a necessidade de governantes preparados e a ética na gestão pública.
12. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
Conhecer o orçamento é uma forma de participação política. A LDO define onde o dinheiro público será aplicado, sendo um instrumento de controle social.
13. A Liberdade Guiando o Povo (Delacroix)
A obra simboliza que a democracia não é um estado estático, mas uma conquista constante da população através da mobilização.
14. Democracia em Vertigem (Petra Costa)
Documentário indicado ao Oscar que analisa a polarização política no Brasil e a fragilidade das instituições democráticas contemporâneas.
15. Dia Internacional da Juventude (12 de agosto)
Data instituída pela ONU para lembrar que o jovem é agente de mudança. Pode ser usado para cobrar políticas públicas que incentivem o primeiro título de eleitor.
16. Transparência Internacional
Referência mundial no combate à corrupção. Seus índices de percepção ajudam a embasar argumentos sobre a desconfiança do eleitorado.
17. Raízes do Brasil (Livro)
Obra clássica para entender por que a política brasileira ainda é marcada por relações pessoais em detrimento das leis universais.
18. Junho de 2013 (As Jornadas de Junho)
As manifestações que mudaram o Brasil. Mostram que a participação política vai muito além do voto de quatro em quatro anos.
19. The Politician (Série)
Aborda a ambição desenfreada e o marketing político, mostrando como a imagem pública é construída (e manipulada) para vencer eleições.
20. O Mecanismo (Série)
Inspirada na Lava Jato, a série explora a ideia de que a corrupção não é um evento isolado, mas uma engrenagem sistêmica na política nacional.
21. Movimento Caras Pintadas (1992)
Exemplo histórico de como a pressão popular e a participação juvenil podem levar ao impeachment de um presidente (Fernando Collor) e mudar o rumo do país.
22. O Príncipe (Maquiavel)
Obra fundadora da ciência política moderna. Discute a separação entre a moral religiosa e a ética do Estado, essencial para entender o pragmatismo político.
23. Índice de Percepção da Corrupção (IPC)
Dados concretos que podem ser usados para comparar o Brasil com outras democracias e apontar a necessidade de reformas institucionais.
24. Antonio Gramsci e a Hegemonia Cultural
Gramsci explica como a política é influenciada pela cultura. Para mudar o sistema eleitoral, é preciso primeiro mudar a consciência da sociedade.
25. Transparência Internacional Brasil
A seção brasileira da ONG produz relatórios específicos sobre retrocessos legislativos e integridade nas eleições.
26. Hannah Arendt e a Banalidade do Mal
Arendt discute como a omissão política e a falta de pensamento crítico permitem que sistemas autoritários se instalem. Argumento forte contra a abstenção eleitoral.
27. Eleitas: Mulheres na Política
Livro que analisa a sub-representação feminina. Essencial para argumentar sobre a necessidade de cotas e maior diversidade nos espaços de poder.
28. Mayombe (Pepetela)
Embora focado na independência de Angola, o livro é um estudo sobre como ideologias políticas colidem e como a participação na luta molda a identidade do cidadão.
Dicas Finais para sua Redação
Ao utilizar esses 28 repertórios e argumentos, lembre-se de sempre conectá-los ao problema central proposto pela banca. Não basta citar o filme ou o filósofo; você deve explicar por que aquilo prova que a participação política no Brasil precisa ser aprimorada.
Textos de apoio recomendados:

Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.