27 Repertórios para o tema “Obstáculos para a reintegração social de brasileiros em situação de rua”

A redação do ENEM é uma das etapas mais cruéis e desafiadoras do exame, exigindo do candidato não apenas domínio da norma-padrão da língua portuguesa, mas também a capacidade de construir uma argumentação sólida e bem fundamentada. Para isso, o uso estratégico de repertórios socioculturais é crucial. Quando o tema proposto é “Obstáculos para a reintegração social de brasileiros em situação de rua”, ter uma bagagem de conhecimentos relevante pode ser o diferencial para uma nota excelente.

Com mais de 365 mil pessoas vivendo em situação de rua no Brasil, segundo estimativas recentes, a discussão sobre a reintegração social dessa população torna-se não apenas urgente, mas também um espelho das profundas desigualdades e falhas estruturais de nossa sociedade. Este tema convida você, estudante, a mergulhar nas causas e nas barreiras que impedem que esses indivíduos recuperem sua dignidade e seu lugar na comunidade. Prepare-se para argumentar com profundidade!

Repertórios para usar na redação

1. Júlio Lancellotti

Jornada contra a fome e a pobreza promove mobilização com padre Júlio ...

O Padre Júlio Renato Lancellotti é uma figura emblemática na defesa dos direitos humanos no Brasil, especialmente conhecido por seu trabalho incansável com a população em situação de rua na Mooca, São Paulo. Sua atuação, ligada à Pastoral do Povo da Rua, transcende a assistência material, focando na proteção, dignidade e visibilidade desses indivíduos, denunciando a violência e a invisibilidade social que enfrentam.

Júlio Renato Lancellotti é um educador católico e padre na Igreja São Miguel Arcanjo, na Mooca, São Paulo. Ele também é responsável pelas missas realizadas na Universidade São Judas Tadeu. Lancellotti é conhecido por seu trabalho com pessoas em situação de rua e vulneráveis, crianças e adolescentes, por meio da Pastoral do Povo da Rua. Saiba mais

Como usar na redação: Você pode citar Padre Lancellotti para evidenciar a falha do Estado e da sociedade em garantir direitos básicos, tornando a ação de ativistas essencial. Ele representa a luta contra a aporofobia (aversão à pobreza) e a criminalização da população em situação de rua, que são grandes obstáculos à reintegração. Use-o para argumentar sobre a importância da empatia e da ação civil na promoção da dignidade.

Leitura complementar:

2. MNPR (Movimento Nacional da População em Situação de Rua)

MNPR Radio | Radio en ligne en direct

O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) é uma organização vital que atua na linha de frente da defesa e promoção dos direitos das pessoas sem moradia. Fundado em 2003, o MNPR trabalha para dar voz a essa população, lutar por políticas públicas eficazes e combater a estigmatização, a violência e a invisibilidade. O movimento reivindica moradia digna, acesso à saúde, educação, trabalho e justiça, denunciando a violação contínua de direitos.

Como usar na redação: Cite o MNPR para ilustrar a capacidade de organização e resistência dessa população, mesmo diante de tantos obstáculos. Ele serve para mostrar que a luta por reintegração não é apenas assistencial, mas também política, evidenciando a necessidade de participação social na construção de soluções. Argumente que a existência do movimento por si só já demonstra a insuficiência das políticas estatais atuais.

3. Subcidadania brasileira (Jessé Souza)

A pensadora: Livro Subcidadania Brasileira por Jessé Souza.

No livro “Subcidadania brasileira – Para entender o país além do jeitinho brasileiro”, o sociólogo Jessé Souza explora as profundas raízes da desigualdade social no Brasil. Ele argumenta que uma grande parcela da população é relegada a uma condição de “subcidadania”, onde seus direitos fundamentais são negados ou precariamente atendidos. Essa exclusão estrutural, que vai muito além do estereótipo do “jeitinho brasileiro”, perpetua a marginalização e impede o acesso pleno à cidadania.

Como usar na redação: O conceito de subcidadania é perfeito para analisar como a população em situação de rua é privada de direitos básicos como moradia, saúde, educação e trabalho, tornando a reintegração social um desafio quase intransponível. Use-o para argumentar que a falta de políticas públicas eficazes e a estigmatização social transformam esses indivíduos em “subcidadãos”, sem acesso aos mecanismos que poderiam levá-los de volta à sociedade.

4. Bezerra da Silva

As 10 capas de discos mais icônicas da Música Brasileira | TMDQA!

José Bezerra da Silva foi um ícone do samba e do partido alto brasileiro, cuja obra musical se dedicou a retratar a realidade das comunidades marginalizadas e periféricas do Rio de Janeiro. Suas letras, muitas vezes, davam voz a “malandros”, trabalhadores informais e pessoas que viviam à margem da sociedade, expondo suas dificuldades, alegrias e a luta diária pela sobrevivência. Ele era um cronista da vida nas favelas e da exclusão social.

José Bezerra da Silva foi um músico de samba brasileiro do estilo partido alto. Saiba mais

Como usar na redação: Bezerra da Silva pode ser utilizado para ilustrar como a arte e a cultura popular podem denunciar os obstáculos à reintegração social. Sua música evidencia a invisibilidade, a estigmatização e a falta de oportunidades que afetam as populações marginalizadas, incluindo as pessoas em situação de rua. Argumente que a arte serve como um espelho social, refletindo as mazelas que precisam ser superadas.

Leitura complementar:

5. George Kelling (Teoria da Janela Quebrada)

George L. Kelling, a Father of 'Broken Windows' Policing, Is Dead at 83 ...

George L. Kelling, criminologista americano, é conhecido por desenvolver, em coautoria, a “Teoria da Janela Quebrada”. Essa teoria sugere que pequenos sinais de desordem e degradação urbana (como uma janela quebrada não reparada) podem levar a um aumento da criminalidade mais grave, pois sinalizam que ninguém se importa com o local. Embora inicialmente aplicada à segurança urbana, seus princípios podem ser adaptados para analisar como a percepção de “desordem” em relação à população em situação de rua contribui para a criminalização e estigmatização, tornando-os alvos de políticas de “limpeza social” em vez de acolhimento.

George Lee Kelling foi um criminologista americano, professor na Escola de Justiça Criminal da Universidade Rutgers–Newark, pesquisador sênior no Manhattan Institute for Policy Research e pesquisador na Kennedy School of Government da Universidade de Harvard. Anteriormente, lecionou na Northeastern University. Saiba mais

Como usar na redação: Você pode usar a Teoria da Janela Quebrada para argumentar que a marginalização da população em situação de rua é agravada pela forma como a sociedade e o poder público interpretam sua presença. A “desordem” percebida (como a ocupação de espaços públicos) é tratada como um problema a ser “eliminado”, em vez de um sintoma de problemas sociais profundos. Isso gera políticas repressivas que são um obstáculo gigantesco à reintegração, em vez de promover soluções humanitárias.

Leitura complementar:

6. Chacina da Candelária

Sobreviventes da chacina da Candelária relembram o passado; hoje ...

A Chacina da Candelária, ocorrida em julho de 1993 no Rio de Janeiro, é um dos episódios mais sombrios da história recente do Brasil. O massacre de oito crianças e adolescentes em situação de rua por policiais militares chocou o país e o mundo, evidenciando a extrema vulnerabilidade e a violência sistêmica a que essa população está exposta. O evento simboliza a falha do Estado em proteger seus cidadãos mais frágeis e a brutalidade da criminalização da pobreza.

Como usar na redação: Este repertório serve para ilustrar a dimensão mais trágica dos obstáculos à reintegração: a violência física e simbólica. A chacina representa a negação do direito à vida e à dignidade, e a persistência de uma cultura de desumanização que impede qualquer tentativa de reinserção social. Use-o para argumentar sobre a urgência de políticas de proteção e o combate à impunidade.

7. Os Bruzundangas (Lima Barreto)

Os Bruzundangas - Lima Barreto | Touché Livros

O livro “Os Bruzundangas”, de Lima Barreto, é uma sátira mordaz da sociedade brasileira do início do século XX, que, infelizmente, ainda ecoa em muitos aspectos contemporâneos. A obra descreve um país fictício onde a corrupção, a ignorância e a desigualdade social são a norma, e onde as elites perpetuam um sistema que marginaliza grande parte da população. A crítica de Barreto expõe as falhas estruturais que impedem o desenvolvimento social e a plena cidadania.

Os Bruzundangas é um livro de contos escrito pelo escritor brasileiro Lima Barreto. Foi publicado pela primeira vez em 1922. O livro satiriza a política do Brasil ao contar sobre a “viagem” que o autor fez ao país fictício de “Bruzundanga”, um país dominado pela corrupção, pobreza e ignorância. Saiba mais

Como usar na redação: Você pode usar “Os Bruzundangas” para criticar a persistência de estruturas sociais e políticas que geram e mantêm a população em situação de rua. A sátira de Lima Barreto pode ser um ponto de partida para argumentar que a indiferença estatal, a corrupção e a falta de prioridade para políticas sociais são obstáculos sistêmicos que impedem a reintegração e perpetuam o ciclo da exclusão.

8. Chaves

Pin em Chaves

A série de humor mexicana “Chaves”, criada por Roberto Gómez Bolaños, embora seja uma comédia, retrata a vida de um menino órfão que vive em um barril, dependendo da boa vontade dos vizinhos para comer. A série, com seu tom agridoce, expõe a realidade da pobreza, da falta de moradia e da invisibilidade social. Chaves, apesar de ser um personagem infantil, simboliza a vulnerabilidade dos menos favorecidos, que enfrentam desafios diários para sobreviver sem o amparo de uma família ou do Estado.

Como usar na redação: Chaves pode ser usado para ilustrar de forma sensível a invisibilidade e a falta de amparo que são obstáculos primários à reintegração social. Apesar do humor, o personagem central da série vive em uma situação de rua (ou quase), sem acesso a direitos básicos, o que impede seu desenvolvimento e sua plena inserção na sociedade. Argumente que a falta de políticas de acolhimento e a ausência de um lar são barreiras fundamentais.

Leitura complementar:

9. Quarto de Despejo (Carolina Maria de Jesus)

Livro: Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada - Carolina Maria de ...

“Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” é a obra mais célebre de Carolina Maria de Jesus, um relato autobiográfico pungente sobre sua vida na favela do Canindé, em São Paulo, como catadora de papel e mãe solo. O livro expõe a realidade brutal da pobreza, da fome, da discriminação racial e da luta diária pela sobrevivência. Os diários de Carolina são um testemunho da resiliência humana, mas também da profunda exclusão social e da invisibilidade a que são submetidas as populações marginalizadas.

Carolina Maria de Jesus foi uma memorialista das periferias brasileiras que viveu a maior parte de sua vida como moradora de favela. Ela é mais conhecida por seu diário, publicado em agosto de 1960 como Quarto de Despejo, após atrair a atenção de um jornalista brasileiro, que se tornou um best-seller e obteve aclamação internacional. Aparecendo em tradução para o inglês sob o título Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus ou Beyond All Pity, a obra permanece o único documento publicado em inglês por uma moradora de favela brasileira daquele período. De Jesus passou uma parte significativa de sua vida na favela do Canindé [pt] na Zona Norte de São Paulo, sustentando a si mesma e a três filhos como catadora de sucata. Quarto de despejo não se limitou a ser um sucesso editorial, também gerou peças teatrais, composições musicais, ilustrações e ditados, e é uma fonte para criações artísticas tanto individuais quanto coletivas, especialmente por outras mulheres negras das periferias urbanas brasileiras. Saiba mais

Como usar na redação: Este repertório é fundamental para abordar a perspectiva da marginalizada, mostrando como a ausência de condições básicas de vida, a discriminação e a falta de acesso a direitos fundamentais são obstáculos concretos à reintegração social. Use-o para argumentar que a reintegração não é apenas uma questão de vontade individual, mas de superação de barreiras estruturais impostas pela sociedade.

Leitura complementar:

10. Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus, an author for the present - Revista Periferias

Carolina Maria de Jesus, além de autora de “Quarto de Despejo”, é um símbolo da resiliência e da voz da população marginalizada. Sua trajetória, como mulher negra, catadora de papel e moradora de favela que alcançou reconhecimento literário, desafia a invisibilidade imposta aos mais pobres. Sua vida e obra são um poderoso testemunho da capacidade humana de resistir e denunciar as injustiças, mesmo em condições extremas de vulnerabilidade.

Carolina Maria de Jesus foi uma memorialista das periferias brasileiras que viveu a maior parte de sua vida como moradora de favela. Ela é mais conhecida por seu diário, publicado em agosto de 1960 como Quarto de Despejo, após atrair a atenção de um jornalista brasileiro, que se tornou um best-seller e obteve aclamação internacional. Aparecendo em tradução para o inglês sob o título Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus ou Beyond All Pity, a obra permanece o único documento publicado em inglês por uma moradora de favela brasileira daquele período. De Jesus passou uma parte significativa de sua vida na favela do Canindé [pt] na Zona Norte de São Paulo, sustentando a si mesma e a três filhos como catadora de sucata. Quarto de despejo não se limitou a ser um sucesso editorial, também gerou peças teatrais, composições musicais, ilustrações e ditados, e é uma fonte para criações artísticas tanto individuais quanto coletivas, especialmente por outras mulheres negras das periferias urbanas brasileiras. Saiba mais

Como usar na redação: Ao citar Carolina Maria de Jesus como pessoa, você pode focar na sua biografia como exemplo de superação, mas também para reforçar a ideia de que a exclusão é uma realidade que exige denúncia. Ela personifica a luta contra os obstáculos da pobreza, do preconceito e da falta de acesso à educação e cultura, que são barreiras para a reintegração social. Use-a para defender a importância de dar voz aos invisibilizados.

Leitura complementar:

11. PNPSR (Política Nacional para a População em Situação de Rua)

PNPSR: Direitos da População em Rua | PDF | Movimentos sociais | Brasil

A Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNPSR), instituída pelo Decreto nº 7.053/2009, é um marco legal que visa promover a garantia de direitos dessa população. Ela se propõe a oferecer ações integradas nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, moradia e segurança alimentar. Entre seus objetivos, destacam-se a elevação da escolaridade, a qualificação profissional e a criação de mecanismos para o acesso ao trabalho e à renda, buscando superar os múltiplos obstáculos à reintegração.

Como usar na redação: Este repertório é crucial para a proposta de intervenção e para a análise dos desafios. Você pode usá-lo para argumentar que, embora a política exista, sua implementação é muitas vezes falha, insuficiente ou descontinuada, transformando a própria falta de efetividade da PNPSR em um obstáculo. Ou, pode usá-lo para propor o fortalecimento e a fiscalização dessa política como caminho para a reintegração.

12. A rua existe e resiste (Documentário)

O documentário “A rua existe e resiste” (2014), dirigido por Maria Clara Escobar, oferece um olhar íntimo sobre a vida e a luta dos moradores de rua em São Paulo. A obra humaniza essa população, mostrando suas histórias, suas redes de apoio e sua resiliência diante de um cotidiano de invisibilidade, preconceito e violência. Ele evidencia os desafios diários para a sobrevivência e a busca incessante por dignidade e reconhecimento de direitos.

Como usar na redação: Cite o documentário para enriquecer a discussão sobre a humanidade e a capacidade de resistência da população em situação de rua. Ele pode ser usado para contrapor a visão estigmatizada, mostrando que, apesar dos obstáculos como a falta de moradia, acesso à saúde e trabalho, há uma luta constante pela dignidade e por um lugar na sociedade. Argumente que o reconhecimento dessa resistência é um passo para a reintegração.

13. Os Miseráveis (Victor Hugo)

OS MISERÁVEIS - Victor Hugo, - L&PM Pocket - A maior coleção de livros ...

O clássico romance “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, é uma obra atemporal que explora as profundezas da miséria humana, da injustiça social e da luta pela redenção na França do século XIX. A história de Jean Valjean, um ex-condenado que tenta se reintegrar à sociedade, mas é constantemente perseguido por seu passado e pela rigidez da lei, é um poderoso retrato das desigualdades sociais e da dificuldade de superação do estigma. A obra evidencia como a pobreza e a exclusão podem levar ao crime e como a sociedade, muitas vezes, impede a segunda chance.

Como usar na redação: “Os Miseráveis” é um excelente repertório para discutir como o estigma social e a ausência de oportunidades são obstáculos poderosos à reintegração. A dificuldade de Valjean em se reerguer, mesmo após pagar por seus crimes, reflete a realidade de muitos em situação de rua, que carregam o peso do preconceito e da falta de confiança. Use-o para argumentar que a sociedade precisa oferecer mais do que punição, mas caminhos para a reinserção.

14. Capitães da Areia (Jorge Amado)

Capitães da Areia , Jorge Amado. Compre livros na Fnac.pt

O romance “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, narra a vida de um grupo de crianças e adolescentes órfãos e abandonados que vivem nas ruas de Salvador, Bahia. Liderados por Pedro Bala, os “capitães da areia” formam uma espécie de família, sobrevivendo de pequenos furtos e da solidariedade entre si. A obra expõe a dura realidade da infância em situação de rua, a falta de amparo familiar e estatal, a criminalização e a ausência de perspectivas, que são obstáculos gigantescos para qualquer chance de reintegração.

Capitães da Areia é um romance brasileiro escrito por Jorge Amado em 1937. O romance conta a história de uma gangue de crianças de rua. Suas idades variam de sete a dezesseis anos e eles vivem de mendicância, jogos de azar, pequenos roubos e arrombamentos nas ruas de Salvador, Bahia, Brasil. O protagonista é Pedro Bala, o líder da gangue, e outros personagens importantes incluem o Professor, Boa-Vida, Barandão, João Grande e Sem-Pernas. Os críticos tendem a desconsiderar as obras anteriores de Amado, como Capitães da Areia, por serem políticas em vez de literárias e por incorporarem a cultura popular, como Candomblé e Malandragem. Em resposta, Amado disse que se propôs a contar uma história para ser apreciada por todos, não para agradar aos críticos, e para mostrar solidariedade com a humanidade retratada nos livros. Amado era membro do Partido Comunista Brasileiro na época em que o escreveu, e o livro pertence ao movimento do realismo socialista em voga na época, também conhecido como a “geração de 30”. Saiba mais

Como usar na redação: “Capitães da Areia” é um repertório poderoso para discutir a origem da situação de rua, especialmente a juvenil, e os obstáculos à reintegração. Ele ilustra como o abandono, a falta de acesso à educação e a criminalização precoce criam um ciclo vicioso difícil de romper. Use-o para argumentar sobre a urgência de políticas de proteção à infância e juventude.

Leitura complementar:

15. Núcleo de População em Situação de Rua

População em situação de rua no Brasil cresce 38% na pandemia | Brasil ...

O conceito de “Núcleo de População em Situação de Rua” refere-se a espaços ou serviços especializados de acolhimento e assistência social que visam atender às necessidades básicas dessa população. Esses núcleos, que podem ser públicos ou geridos por organizações da sociedade civil, oferecem abrigo temporário, alimentação, higiene pessoal e, em alguns casos, encaminhamento para serviços de saúde, educação e inserção no mercado de trabalho. Eles representam uma tentativa de mitigar a exclusão e iniciar um processo de reintegração.

Como usar na redação: Você pode usar a existência desses núcleos para mostrar que há iniciativas (embora muitas vezes insuficientes) para acolher essa população. Contudo, pode argumentar que a falta de infraestrutura adequada, recursos limitados e a demanda crescente tornam esses núcleos incapazes de superar os obstáculos de forma plena, evidenciando a necessidade de maior investimento e expansão desses serviços.

16. CRC Nacional (Central Nacional de Informações do Registro Civil)

CGJ/SP publica Comunicado nº 007/2019 sobre envio de informações para a ...

A Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional) é um sistema que reúne dados de nascimentos, casamentos e óbitos registrados em todo o país. Embora seja uma ferramenta de organização de informações, o acesso a documentos básicos como certidão de nascimento, RG e CPF é um obstáculo crítico para a população em situação de rua. A perda ou a inexistência desses registros impede o acesso a programas sociais, serviços de saúde, educação, emprego formal e até mesmo o exercício da cidadania, dificultando enormemente a reintegração.

Como usar na redação: A ausência ou perda de documentos é um dos maiores entraves burocráticos à reintegração social. Você pode argumentar que, apesar da existência de sistemas como a CRC Nacional, a população em situação de rua enfrenta barreiras para obter ou reaver sua documentação, tornando-se “invisível” para o Estado e impedida de acessar direitos básicos. Proponha a simplificação e a facilitação do acesso a esses documentos como medida de intervenção.

17. Lilia Schwarcz

História e Autoritarismo por Lilia Moritz Schwarcz - Instituto Norberto ...

Lilia Moritz Schwarcz é uma renomada antropóloga e historiadora brasileira, cujos estudos se dedicam a analisar as complexas relações sociais, raciais e de poder no Brasil. Suas obras frequentemente abordam a formação da sociedade brasileira, as desigualdades históricas, o racismo estrutural e a marginalização de grupos vulneráveis, como a população negra e indígena. Seus insights são valiosos para compreender as raízes históricas da exclusão social.

Como usar na redação: Cite Lilia Schwarcz para embasar argumentos sobre as raízes históricas e estruturais da exclusão social que levam à situação de rua. Ela pode ser usada para explicar como a perpetuação de desigualdades (raciais, econômicas, sociais) cria e mantém uma parcela da população à margem, tornando a reintegração um desafio que transcende a individualidade e exige mudanças profundas na estrutura social.

18. Candido Portinari

Cândido Portinari: biografia, carreira artística e obras - Toda Matéria

Candido Portinari foi um dos mais importantes pintores brasileiros, reconhecido por suas obras que retratavam a vida simples e sofrida do povo brasileiro. Seus quadros, como “Os Retirantes”, “Criança Morta” e “O Lavrador de Café”, são poderosas denúncias da miséria, da seca, da fome e da exploração do trabalho. Portinari humanizou o sofrimento das populações vulneráveis, dando visibilidade àqueles que viviam à margem da sociedade, e suas obras continuam a ser um espelho da realidade social do Brasil.

Candido Portinari foi um pintor brasileiro. Ele é considerado um dos pintores brasileiros mais importantes, bem como um proeminente e influente praticante do estilo neo-realista na pintura. Portinari pintou mais de cinco mil telas, de pequenos esboços a obras monumentais como os painéis Guerra e Paz, que foram doados à sede das Nações Unidas em 1956. Portinari desenvolveu uma preocupação social ao longo de sua obra e manteve uma vida ativa nos mundos cultural e político brasileiros. Saiba mais

Como usar na redação: A obra de Portinari pode ser utilizada para ilustrar a dimensão artística da denúncia social. Ao descrever a miséria e a exclusão, seus quadros se tornam um repertório visual para argumentar que a falta de dignidade e as condições precárias de vida são obstáculos históricos e persistentes para a reintegração social no Brasil. Ele pode reforçar a ideia de que a arte nos convida a refletir e agir sobre as desigualdades.

Leitura complementar:

19. Marilena Chaui

Marilena Chaui: violência e autoritarismo por todos os lados

Marilena Chaui é uma das mais importantes filósofas brasileiras contemporâneas, conhecida por suas análises críticas sobre a sociedade, a política, a cultura e a condição humana no Brasil. Em suas obras, ela discute temas como a desigualdade social, a violência estrutural, a alienação e a precarização da cidadania, revelando como o autoritarismo e a exclusão são elementos enraizados na formação do país. Sua perspectiva filosófica ajuda a compreender a complexidade dos fenômenos sociais.

Como usar na redação: A obra de Marilena Chaui oferece um arcabouço teórico para analisar os obstáculos à reintegração social sob uma perspectiva crítica e profunda. Você pode usar seus conceitos de “cidadania mutilada” (em paralelo com Milton Santos) ou a “violência estrutural” para argumentar que a população em situação de rua é vítima de um sistema que nega seus direitos e sua humanidade, dificultando sua reinserção. Ela pode embasar uma crítica à omissão estatal e à indiferença social.

20. Urupês (Monteiro Lobato)

Turismo em Urupês - SP - O Que fazer em Urupês - Conheça a Cidade de Urupês

O livro “Urupês”, de Monteiro Lobato, é uma coleção de contos que retrata a vida árdua e as condições precárias dos caboclos no interior do Brasil no início do século XX. O personagem Jeca Tatu, símbolo do caboclo preguiçoso e alheio ao progresso, é um reflexo da marginalização e da falta de oportunidades no campo, que muitas vezes levavam à migração para as cidades em busca de melhores condições, nem sempre encontradas. A obra, embora criticada por alguns estereótipos, expõe a vulnerabilidade e a exclusão social de uma parcela da população.

Urupês é um município no estado de São Paulo, Brasil. A cidade tem uma população de 13.888 habitantes e abrange uma área de 323,7 km². Urupês está localizada no noroeste do estado de São Paulo e pertence à Mesorregião de Novo Horizonte. Saiba mais

Como usar na redação: Você pode usar “Urupês” para discutir as causas que levam à situação de rua, como a migração do campo para a cidade devido à falta de oportunidades, e a perpetuação de estereótipos que dificultam a reintegração. O Jeca Tatu, mesmo que uma caricatura, representa a invisibilidade e a marginalização que se tornam obstáculos para que esses indivíduos sejam vistos como cidadãos plenos e merecedores de apoio.

Leitura complementar:

21. MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto)

MTST Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - YouTube

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) é um importante movimento social brasileiro que luta pelo direito à moradia digna para famílias de baixa renda e pela reforma urbana. Através de ocupações e protestos, o MTST denuncia a especulação imobiliária, a falta de políticas habitacionais eficazes e a existência de milhares de imóveis vazios enquanto milhões vivem sem teto. Sua atuação evidencia a moradia como um direito fundamental e a ausência dela como um dos maiores obstáculos à reintegração social.

Como usar na redação: Cite o MTST para argumentar que a falta de moradia é um obstáculo central e estrutural para a reintegração social. O movimento exemplifica a luta por um direito básico que, quando negado, impede o acesso a outros direitos (saúde, educação, trabalho). Use-o para propor a implementação de políticas habitacionais inclusivas e o combate à especulação imobiliária como soluções.

22. O Bicho (Manuel Bandeira)

O poema “O Bicho”, de Manuel Bandeira, é um retrato cru e impactante da miséria extrema e da desumanização. Nele, o poeta descreve a cena de um homem revirando o lixo em busca de comida, comparando-o a um animal. A imagem forte e chocante revela a perda da dignidade humana diante da fome e da ausência de condições básicas de sobrevivência. É uma denúncia poética da invisibilidade e da marginalização que levam à degradação do ser humano.

Como usar na redação: Este poema é um repertório poderoso para abordar a desumanização e a perda de dignidade como obstáculos à reintegração. A comparação do homem com um “bicho” ilustra como a sociedade, ao não garantir o mínimo para a sobrevivência, retira a humanidade do indivíduo, tornando sua reinserção social um processo ainda mais doloroso e complexo. Use-o para argumentar sobre a urgência de garantir direitos básicos e resgatar a dignidade.

23. Sistema Único de Assistência Social (SUAS)

Sistema Único de Assistência Social - SUAS

O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é um modelo de gestão e financiamento da política de assistência social no Brasil, que organiza os serviços socioassistenciais em diferentes níveis de complexidade. Seu objetivo é garantir a proteção social a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, risco social e violação de direitos, promovendo o acesso a benefícios, programas e serviços. Para a população em situação de rua, o SUAS oferece serviços de acolhimento, abordagem social e encaminhamento para a rede de proteção.

Como usar na redação: O SUAS é um repertório fundamental para analisar o papel do Estado na assistência e reintegração. Você pode argumentar que, apesar de sua importância, o SUAS enfrenta desafios como subfinanciamento, falta de estrutura e a estigmatização da população atendida, o que limita sua capacidade de superar os obstáculos à reintegração. Proponha o fortalecimento e a ampliação do SUAS como parte da solução.

24. Ilha das Flores (Documentário)

Ilha das Flores - considerada a ilha mais bela dos Açores (vídeo)

O curta-metragem “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado, é um documentário impactante que, de forma irônica e ácida, expõe a cadeia de produção e consumo que culmina na desigualdade social e na desumanização. Ele mostra como o lixo orgânico descartado por uns se torna o alimento de outros, culminando na “Ilha das Flores”, um lixão onde porcos e seres humanos disputam restos. A obra é uma crítica contundente ao sistema capitalista e à forma como ele gera exclusão e coloca a vida humana em último plano.

Ilha das Flores é um município no estado de Sergipe, Brasil. A população é de 8.521 habitantes em uma área de 54,64 km². A elevação é de 3 m. Saiba mais

Como usar na redação: Este documentário é um repertório poderoso para discutir como o sistema socioeconômico e os hábitos consumistas geram desigualdade extrema, levando à situação de rua e à desumanização. “Ilha das Flores” pode ser usado para argumentar que a reintegração social é obstaculizada por uma estrutura que valoriza bens materiais mais do que vidas humanas, e que a sociedade precisa repensar seus valores para construir um futuro mais justo.

Leitura complementar:

25. Said Augusto

SAID AUGUSTO AUGUSTO - -- | LinkedIn

Said Augusto é um ativista social brasileiro que tem dedicado sua vida à luta pelos direitos das populações vulneráveis. Seu trabalho, muitas vezes focado em comunidades periféricas e na população em situação de rua, busca combater a invisibilidade, o preconceito e a falta de acesso a direitos. Ele atua na linha de frente, denunciando as injustiças e promovendo ações de solidariedade e de conscientização sobre as necessidades desses grupos.

Como usar na redação: Você pode citar Said Augusto para exemplificar a importância da atuação da sociedade civil e de ativistas na superação dos obstáculos à reintegração. Ele representa a voz que clama por justiça e dignidade, contrastando com a omissão estatal. Use-o para argumentar que o engajamento social é fundamental para combater a estigmatização e criar pontes para a reinserção, complementando (ou cobrindo falhas) as ações governamentais.

26. Central do Brasil (Filme)

Central do Brasil | Filmes brasileiros, Filmes, Filme nordestino

O aclamado filme “Central do Brasil” (1998), dirigido por Walter Salles, narra a emocionante jornada de Dora, uma ex-professora que escreve cartas para analfabetos na Central do Brasil, e Josué, um menino órfão que busca seu pai no Nordeste. O filme retrata a realidade da pobreza, do abandono e da vulnerabilidade social no Brasil, especialmente a infantil. Ele aborda temas como a busca por identidade, a formação de laços afetivos em meio à adversidade e a dificuldade de encontrar um lugar no mundo para aqueles que vivem à margem.

Estação Central do Brasil é uma importante estação de trem na cidade brasileira do Rio de Janeiro. A estação está localizada no centro do Rio de Janeiro, ao longo da Avenida Presidente Vargas e em frente ao parque Campo de Santana. É uma das estações de trem mais famosas do Brasil, e era anteriormente chamada de Estação Dom Pedro II, nome pelo qual ainda é conhecida não oficialmente. A estação é a última parada da rede ferroviária suburbana do Rio de Janeiro, bem como um centro de conexão com o metrô da cidade e uma estação de ônibus. A Central do Brasil também foi uma parada preeminente na ferrovia interestadual Central do Brasil, que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo e Minas Gerais, embora a ferrovia esteja agora desativada. A estação foi inaugurada em 1858, e o atual edifício da estação em estilo Art Deco foi inaugurado em 1943. Saiba mais

Como usar na redação: O filme “Central do Brasil” é um excelente repertório para abordar a vulnerabilidade da população em situação de rua, especialmente crianças, e os obstáculos emocionais e sociais à reintegração. A jornada de Josué, um menino em busca de sua família e de um lar, ilustra a importância dos laços afetivos e da segurança para a reinserção. Use-o para argumentar que a reconstrução de vínculos e o apoio psicológico são tão importantes quanto o amparo material.

Leitura complementar:

27. As cidadanias mutiladas (Milton Santos)

As Cidadanias Mutiladas Milton Santos | PDF

O geógrafo e pensador Milton Santos, em suas análises sobre a globalização e o espaço geográfico, cunhou o conceito de “cidadanias mutiladas”. Ele argumenta que, em um mundo cada vez mais globalizado e desigual, o exercício pleno da cidadania é negado a uma grande parte da população. Essas “cidadanias mutiladas” se manifestam na limitação do acesso a direitos básicos, na exclusão social e na invisibilidade, impedindo que indivíduos e comunidades participem ativamente da vida social e política. Para Milton Santos, a globalização não é para todos, e muitos são deixados à margem.

Como usar na redação: O conceito de “cidadanias mutiladas” é extremamente pertinente para o tema. Você pode usá-lo para argumentar que a população em situação de rua tem seus direitos fundamentais (moradia, saúde, educação, trabalho) negados, resultando em uma cidadania incompleta. Essa “mutilação” da cidadania é um obstáculo estrutural à reintegração, pois impede o acesso aos meios necessários para a autonomia e a participação social. Proponha políticas que visem à restauração plena desses direitos.

Referências e textos motivadores

1) Moradores de rua: muito trabalho, pouca cidadania
Para muitos brasileiros, morador de rua é sinônimo de ‘mendigo’, ‘vagabundo’, ‘criminoso’. No entanto, um levantamento realizado pela equipe do projeto Meio-Fio – projeto de Médicos Sem Fronteiras que presta assistência médica e psicossocial à população de rua – revela que a grande maioria dos moradores de rua do centro do Rio de Janeiro exerce atividades remuneradas.

Segundo o levantamento, apenas 1% dos 599 moradores de rua atendidos pelo projeto é pedinte, e 1,5% já praticou furtos ou roubos. A maioria deles, 40%, trabalha com material reciclável, catando latinhas e papelão. 15% fazem biscates como montar e desmontar barracas de camelôs, pequenas mudanças, lavam carros etc. 8% são vendedores ambulantes e 3% são operários de construção civil. Há ainda aposentados, pensionistas, funcionários públicos etc.

Disponível em: https://www.msf.org.br/noticias/moradores-de-rua-muito-trabalho-pouca-cidadania/. Acesso em:  27 fev. 2026.

2) Governo federal lança em Brasília programa para levar direitos à população em situação de rua

O governo federal lançou, nesta quarta-feira (25), em Brasília, o programa Cidadania PopRua, iniciativa que pretende aproximar a população em situação de rua de serviços públicos e direitos fundamentais, que estão muitas vezes longe do acesso dessas pessoas. A cerimônia foi realizada no Instituto Cultural e Social No Setor, no Setor Comercial Sul (SCS), reunindo autoridades do governo federal, movimentos sociais, pesquisadores e pessoas com trajetória de vulnerabilidade.

Em um país onde mais de 300 mil pessoas vivem em situação de rua, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, o lançamento marca uma tentativa de reestruturar a resposta do Estado brasileiro a uma das faces mais visíveis da desigualdade. Vinculado ao Plano Nacional Ruas Visíveis, o programa propõe uma atuação integrada entre diferentes áreas, como saúde, assistência social, justiça e direitos humanos.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou que a iniciativa busca enfrentar não apenas a ausência de políticas públicas, mas também a desumanização dessa população. “Garantir direitos para a população em situação de rua é desconstruir uma ideia que tentam impor no nosso país, que é a desumanização. Nós temos humanidade, temos direitos, e o Estado brasileiro tem responsabilidade na garantia da nossa existência”, afirmou.

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/03/26/governo-federal-lanca-em-brasilia-programa-para-levar-direitos-a-populacao-em-situacao-de-rua/. Acesso em: 30 mar. 2026.

Onde posso encontrar gratuitamente o conteúdo “Repertórios para a redação do ENEM sobre Obstáculos para a reintegração social de brasileiros em situação de rua”?

Você pode encontrar este conteúdo de forma gratuita aqui no acervo.

Como faço para acessar o post que detalha repertórios para a redação do ENEM sobre a reintegração social de pessoas em situação de rua?

O arquivo/post completo está disponível aqui para sua consulta.

Onde posso baixar materiais gratuitos em PDF sobre repertórios socioculturais para a redação do ENEM no tema “Obstáculos para a reintegração social de brasileiros em situação de rua”?

Materiais gratuitos em PDF sobre este assunto específico estão disponíveis aqui no acervo.

Como faço para encontrar materiais sobre repertórios socioculturais para a redação do ENEM de forma geral?

Você pode encontrar materiais sobre este assunto mais amplo aqui no acervo.

Estou procurando o artigo que aborda os repertórios para a redação do ENEM no tema da população em situação de rua; onde posso acessá-lo?

Este conteúdo que você procura pode ser acessado prontamente bem aqui.

Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Saiba mais em nossas Perguntas Frequentes ou denuncie uma violação aqui.

Comentários

Deixe um comentário