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A redação do ENEM exige do candidato não apenas domínio da norma culta, mas a capacidade de mobilizar conhecimentos de diversas áreas para sustentar seu ponto de vista. Quando o tema é “Combate ao etarismo e seus impactos nas relações sociais”, é fundamental demonstrar como o preconceito por idade afeta a dignidade humana e a estrutura coletiva. Para te ajudar a alcançar a nota mil, selecionamos 18 repertórios e argumentos estratégicos que conectam cultura, leis e sociologia a este debate atual.
Como argumentar sobre o etarismo na redação?
Antes de listar os repertórios, é preciso saber o que defender. Aqui estão três eixos argumentativos que você pode construir utilizando a lista abaixo:
- A invisibilidade social do idoso: Discuta como a sociedade produtivista descarta indivíduos que não estão mais no “auge” laboral, gerando isolamento.
- A insuficiência de políticas públicas: Aborde como o Estado falha em garantir o cumprimento de leis já existentes, como o Estatuto do Idoso.
- O impacto da tecnologia e da exclusão digital: Reflita sobre como a rápida modernização pode marginalizar aqueles que não nasceram na era digital, reforçando o preconceito.
18 Repertórios para o tema “Combate ao etarismo e seus impactos nas relações sociais”
1. Orgulho de Envelhecer (Documentário)
Este documentário apresenta testemunhos que reafirmam a visão da pessoa idosa sobre si mesma e sua relação com a sociedade. Ele propõe um “novo envelhecer”, onde o idoso é protagonista e não um mero espectador passivo.
Exemplo de Introdução: No documentário “Orgulho de Envelhecer”, é apresentada uma perspectiva ativa da terceira idade, na qual o indivíduo reivindica seu protagonismo social. Contudo, fora das telas, o cenário brasileiro é marcado pelo etarismo, que marginaliza a população idosa e compromete a harmonia das relações sociais.
2. Andrea Thomaz e a Robótica Social
Renomada pesquisadora que desenvolve tecnologias para auxiliar a população idosa, focando na interação humano-robô para promover autonomia.
Exemplo de Argumentação: Além disso, a negligência tecnológica atua como um catalisador do preconceito etário. Segundo a pesquisadora Andrea Thomaz, a robótica social deve servir para integrar o idoso, garantindo-lhe independência. Entretanto, a falta de investimentos em tecnologias assistivas no Brasil reforça a ideia errônea de que o envelhecimento é sinônimo de invalidez, aprofundando o abismo geracional.
3. IBGE (Dados Demográficos)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é a fonte oficial para provar que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Use dados do Censo para mostrar que o combate ao etarismo não é apenas uma questão ética, mas uma necessidade demográfica urgente.
4. IPGG (Assistência Especializada)
O Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia exemplifica a importância de políticas públicas de saúde voltadas especificamente para o bem-estar biopsicossocial do idoso, combatendo a visão de que a velhice é apenas uma “doença”.
5. Simone de Beauvoir – “A Velhice”
Nesta obra clássica, a filósofa existencialista explora como a sociedade trata os idosos como “objetos” e como o envelhecimento é uma construção social muitas vezes cruel. É um excelente repertório para discutir a desumanização.
6. Amour (Filme de Michael Haneke)
Vencedor do Oscar, retrata a deterioração física e o impacto emocional em um casal de idosos. Pode ser usado para discutir o isolamento familiar e a dificuldade de lidar com a finitude em uma cultura que idolatra a juventude.
7. Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003)
Este é o repertório jurídico fundamental. Você pode argumentar que o etarismo persiste devido ao descumprimento normativo: embora a lei garanta proteção, a prática social ainda é de exclusão e desrespeito.
8. SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia)
A SBGG promove o conhecimento científico sobre envelhecimento. Citá-la ajuda a embasar argumentos sobre a necessidade de profissionais capacitados para lidar com a longevidade, combatendo estigmas médicos.
9. INSS e a Dignidade Econômica
O Instituto Nacional do Seguro Social é central para discutir a subsistência do idoso. O argumento aqui pode girar em torno da vulnerabilidade econômica e como o atraso ou a insuficiência de benefícios gera exclusão social.
10. Eu, Daniel Blake (Filme)
Este filme é perfeito para falar sobre a exclusão digital. O protagonista idoso sofre para acessar direitos básicos por não dominar ferramentas tecnológicas, evidenciando o etarismo institucional.
11. Envelhescência (Filme)
Relata a vida plena de pessoas acima dos 60 anos, quebrando o estereótipo de que a velhice é o fim da produtividade ou da alegria. Ótimo para contra-argumentar a visão pessimista do senso comum.
12. E se vivêssemos todos juntos? (Filme)
Aborda a convivência comunitária entre idosos como alternativa ao asilamento. Útil para propor soluções sobre redes de apoio social e combate à solidão.
13. Um Senhor Estagiário (Filme com Robert De Niro)
Mostra a reinserção de um idoso no mercado de trabalho moderno. É um excelente repertório para discutir a troca de experiências intergeracional e como o mercado ganha ao combater o etarismo corporativo.
14. ILC-BR (International Longevity Centre)
O Centro Internacional de Longevidade Brasil produz pesquisas que embasam políticas públicas. Use-o para defender que o combate ao preconceito deve ser pautado em dados e ciência, não em achismos.
15. Envelhecer (Série Documental)
Aborda as diversas faces do envelhecimento no Brasil. Ideal para mostrar que a velhice não é homogênea e que o etarismo afeta diferentes classes sociais e raças de formas distintas.
16. Up: Altas Aventuras (Animação da Pixar)
A relação entre o Sr. Fredricksen e o jovem Russell exemplifica como o diálogo entre gerações rompe preconceitos e enriquece a vida de ambos. Use para ilustrar a importância da convivência intergeracional.
17. Rick e Morty (Série de Animação)
O personagem Rick Sanchez, apesar de idoso, é o ser mais inteligente do universo. Ele subverte o estereótipo do idoso frágil e dependente, mostrando que a idade pode estar associada a uma capacidade intelectual e subversiva extrema.
18. Célia Caldas (Especialista em Gerontologia)
Como autoridade na área, Célia Caldas defende que o cuidado com o idoso deve ser humanizado. Citá-la fortalece o argumento de que a sociedade precisa de uma reforma educacional e cultural para valorizar a longevidade.

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