28 Repertórios sobre gentrificação para redação do ENEM

A redação do ENEM exige do candidato não apenas conhecimento gramatical, mas também o uso de repertórios socioculturais que enriqueçam a argumentação. Quando o tema é “Efeitos da gentrificação nas grandes metrópoles brasileiras”, ter bons repertórios faz toda a diferença para demonstrar uma compreensão aprofundada do problema e propor soluções eficazes.

Repertórios para usar na redação sobre gentrificação

1. City of Trees (Documentário)

Vorschau auf die Neuerscheinungen Mai 2024 | Hertzklecks.de

Este documentário retrata o impacto de um projeto de reflorestamento urbano em Washington, D.C., evidenciando os desafios e as transformações geradas pela revitalização e busca por sustentabilidade na cidade. Embora foque no meio ambiente, a obra permite discutir como projetos de “melhoria” urbana, como o reflorestamento, podem inadvertidamente (ou propositalmente) elevar o valor de imóveis, atrair novos moradores com maior poder aquisitivo e, consequentemente, levar à expulsão da população original.

Dica prática para a redação: Utilize “City of Trees” para argumentar que muitas iniciativas de “revitalização” urbana, mesmo que bem-intencionadas ou focadas na sustentabilidade, carecem de planejamento social e podem ser catalisadoras de gentrificação. Você pode, por exemplo, iniciar a introdução da sua redação contextualizando o problema:

Na contemporaneidade, a dinâmica urbana é marcada por um paradoxo: enquanto cidades buscam aprimorar sua infraestrutura e qualidade de vida, muitas vezes, esse processo exclui seus habitantes originais. Nesse sentido, a gentrificação, fenômeno de valorização imobiliária e expulsão de populações de baixa renda, configura-se como um desafio persistente nas grandes metrópoles brasileiras. O documentário “City of Trees”, ao abordar a revitalização de Washington, D.C., ilustra como projetos de melhoria podem, inadvertidamente, exacerbar essas desigualdades, tornando urgente uma reflexão sobre os efeitos desse processo no Brasil.

Leitura complementar:

2. A cidade no Brasil (Livro)

Livro A Cidade No Brasil Editora 34 | MercadoLivre

Nesta obra, Antonio Risério explora os aspectos históricos, culturais e estéticos do fenômeno urbano no país, investigando o surgimento das cidades e discutindo seu desenvolvimento até os dias atuais. O livro é valioso para compreender como as cidades brasileiras foram moldadas por diferentes processos, incluindo a segregação socioespacial que serve de base para a gentrificação, e como a cultura e a identidade urbana são afetadas por essas transformações.

Dica prática para a redação: Utilize o livro para contextualizar historicamente a formação das cidades brasileiras e como a gentrificação é uma continuação de um padrão de desigualdade. Você pode usá-lo para fundamentar um parágrafo de argumentação, por exemplo:

Ademais, é fundamental compreender que os efeitos da gentrificação nas metrópoles brasileiras não são meramente conjunturais, mas refletem um processo histórico de construção urbana marcado pela desigualdade. Conforme Antonio Risério, em sua obra “A cidade no Brasil”, a formação das nossas urbes esteve intrinsecamente ligada a dinâmicas de exclusão e apropriação desigual do espaço. Assim, a atual gentrificação, ao expulsar moradores de regiões centrais e valorizadas, apenas intensifica uma lógica predatória já presente na gênese das cidades, onde o acesso à moradia digna é um privilégio, e não um direito universal.

3. Elefante branco (Conceito)

Qual a origem da expressão

O conceito de “elefante branco” descreve projetos de urbanização ou infraestrutura que se tornam dispendiosos, obsoletos ou pouco funcionais, representando um desperdício de verbas e recursos públicos. No contexto da gentrificação, pode-se associar a “elefantes brancos” obras ou intervenções urbanas grandiosas que, embora prometam revitalização, não atendem às necessidades da população local e, por vezes, servem apenas para valorizar a região para novos investidores, resultando em deslocamento dos moradores originais.

Dica prática para a redação: Use este conceito para criticar a má gestão de recursos públicos em projetos urbanos que não consideram a função social da cidade, gerando desapropriações e deslocamento sem beneficiar a comunidade local. Pode-se argumentar que tais projetos são “elefantes brancos sociais”, pois falham em promover o bem-estar da maioria.

4. IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

Mestrado profissional do IPEA seleciona servidores

O IPEA é uma fundação pública que realiza pesquisas e estudos para subsidiar a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros. Seus dados e análises são cruciais para entender as dinâmicas socioeconômicas urbanas, incluindo a desigualdade, a distribuição de renda e o acesso à moradia. As pesquisas do IPEA podem fornecer embasamento estatístico e analítico sobre a intensificação da gentrificação e seus impactos.

Dica prática para a redação: Cite o IPEA para validar estatísticas sobre desigualdade urbana, falta de moradia acessível ou impacto de políticas públicas, mostrando que a gentrificação é um problema com dados concretos e que exige intervenção governamental baseada em evidências.

5. Triste Fim de Policarpo Quaresma (Livro)

NEOLEITORES - TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA - Lima Barreto - L&PM ...

A obra de Lima Barreto, publicada em 1911, narra a história de Policarpo Quaresma, um ultranacionalista que nutre um amor ingênuo pelo Brasil e sua cultura popular. Contudo, ele se depara com a realidade de uma cidade e de um governo burocrático e corrupto, que frustram seus ideais. O livro critica a elite e a burocracia da Primeira República, desmistificando figuras políticas e militares. Essa crítica pode ser transposta para a discussão sobre gentrificação, onde a “cidade ideal” de alguns planejadores ou investidores colide com a realidade das comunidades e a ineficiência ou corrupção na gestão urbana, levando à exclusão.

Dica prática para a redação: Utilize o “Triste Fim de Policarpo Quaresma” para criticar a visão idealizada de desenvolvimento urbano que ignora as necessidades da população, ou para argumentar que a gentrificação é fruto de uma gestão pública que falha em proteger os direitos dos cidadãos mais vulneráveis, priorizando interesses econômicos em detrimento do bem-estar social.

“Triste Fim de Policarpo Quaresma” é um romance do escritor pré-modernista brasileiro Lima Barreto. A obra foi publicada em formato de folhetim em 1911, de agosto a outubro, no Jornal do Commercio. O foco da obra é o nacionalismo nos primeiros anos da Primeira República Brasileira e a crítica à classe média e ao governo burocrático. A obra é cômica no início, transitando para duras críticas no final. Essas críticas desmistificam a figura do presidente Floriano Peixoto, conhecido como o Marechal de Ferro, e também dos militares brasileiros. O livro é centrado em Policarpo Quaresma, um burocrata ultranacionalista do Exército. Quaresma é um entusiasta da cultura popular e indígena brasileira, e tem um amor inocente pelo seu país. Saiba mais

Leitura complementar:

6. Era o Hotel Cambridge (Filme)

Era o Hotel Cambridge | VEJA SÃO PAULO

Este filme aborda a complexa convivência de refugiados e sem-teto em um prédio ocupado no centro de São Paulo. A obra reflete a diversidade urbana e social da cidade, ao mesmo tempo em que expõe a crise habitacional e a luta pelo direito à moradia. A ocupação, nesse contexto, é uma resposta direta à exclusão e à falta de acesso a espaços dignos, problemas que a gentrificação agrava ao expulsar populações vulneráveis de áreas centrais.

Dica prática para a redação: Utilize “Era o Hotel Cambridge” para exemplificar a crise habitacional e a resistência de grupos marginalizados contra a especulação imobiliária. Pode-se argumentar que a gentrificação é um fator que impulsiona a necessidade de ocupações, evidenciando a falha do Estado em garantir o direito à moradia para todos.

7. A cidade é uma só? (Documentário)

A Cidade é Uma Só? (2011) - IMDb

O documentário retrata a história da cidade satélite de Ceilândia-DF, onde a população foi removida à força de suas antigas moradias sob a promessa de uma urbanização que, muitas vezes, não se cumpriu plenamente ou não beneficiou os desalojados. Essa obra é um poderoso retrato das políticas de remoção e segregação que antecedem e se assemelham aos mecanismos da gentrificação, mostrando como o planejamento urbano pode ser usado para marginalizar comunidades inteiras.

Dica prática para a redação: Use “A cidade é uma só?” para criticar políticas urbanas que promovem remoções forçadas e desarticulação social em nome de um “progresso” que beneficia poucos. O título em si já é uma ótima pergunta retórica para sua tese, questionando a homogeneidade e a inclusão nas cidades brasileiras.

8. Tommaso Campanella (Filósofo)

Tommaso Campanella - Alchetron, The Free Social Encyclopedia

Tommaso Campanella foi um filósofo italiano do século XVI que defendeu ideias utópicas sobre a organização ideal da cidade em sua obra “A Cidade do Sol”. Nela, ele descreve uma sociedade teocrática igualitária onde a propriedade é comum, contrastando com a realidade de desigualdade e exclusão observada nas cidades de sua época e que persiste até hoje. A visão de Campanella serve como um contraponto idealizado à realidade da gentrificação, que cria cidades cada vez mais desiguais e segregadas.

Dica prática para a redação: Confronte a visão utópica de Campanella com a realidade das metrópoles brasileiras afetadas pela gentrificação. Argumente que, ao invés de buscar uma “Cidade do Sol” igualitária, o planejamento urbano atual muitas vezes aprofunda as divisões sociais, tornando o ideal de Campanella um sonho distante.

Tommaso Campanella, batizado Giovanni Domenico Campanella, foi um frade dominicano, filósofo, teólogo, astrólogo e poeta italiano. Campanella foi processado pela Inquisição Romana por heresia em 1594 e confinado a prisão domiciliar por dois anos. Acusado de conspirar contra os governantes espanhóis da Calábria em 1599, foi torturado e enviado para a prisão, onde passou 27 anos. Ele escreveu suas obras mais significativas durante esse período, incluindo “A Cidade do Sol”, uma utopia que descreve uma sociedade teocrática igualitária onde a propriedade é comum. Saiba mais

Leitura complementar:

9. Parasita (Filme)

Prime Video: Parasita

O aclamado filme sul-coreano “Parasita” explora de forma visceral as profundas desigualdades sociais em Seul, retratando duas famílias em extremos econômicos opostos. A obra revela as tensões urbanas, a luta por sobrevivência na cidade e a invisibilidade social dos mais pobres. Embora não aborde a gentrificação diretamente, o filme é uma poderosa alegoria sobre a segregação socioespacial e a hipocrisia das classes privilegiadas, que se beneficiam da marginalização alheia – um cenário agravado pela gentrificação.

Dica prática para a redação: Use “Parasita” para ilustrar a brutalidade das desigualdades sociais e a segregação espacial nas grandes metrópoles. Argumente que a gentrificação não apenas desloca fisicamente, mas também aprofunda a invisibilidade e a marginalização das populações de baixa renda, criando uma “cidade de dois mundos” como a retratada no filme.

10. PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) | Kaggle

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE, coleta informações cruciais sobre a população brasileira, incluindo dados demográficos, de renda, educação, trabalho e moradia. Esses dados são fundamentais para subsidiar a formulação de políticas urbanas e sociais. A PNAD pode fornecer evidências sobre o aumento do custo de vida em áreas gentrificadas, a dificuldade de acesso à moradia para certas faixas de renda e o perfil socioeconômico das populações afetadas.

Dica prática para a redação: Cite a PNAD para embasar seus argumentos com dados concretos sobre a realidade socioeconômica das metrópoles brasileiras. Você pode utilizá-la para demonstrar o aumento da desigualdade de renda, a precariedade habitacional ou o deslocamento de populações, conectando esses dados aos efeitos da gentrificação.

11. FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social)

59o Fnhis | Tag | ArchDaily Brasil

O Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) é um recurso financeiro essencial destinado a promover moradias acessíveis à população de menor renda. Sua existência reconhece a necessidade de intervenção estatal para garantir o direito à moradia. No entanto, a eficácia do FNHIS pode ser comprometida pela gentrificação, que eleva os preços dos terrenos e imóveis, dificultando a implementação de projetos habitacionais de interesse social em áreas centrais e bem localizadas.

Dica prática para a redação: Mencione o FNHIS para argumentar que, apesar da existência de mecanismos de apoio à moradia popular, a gentrificação representa um obstáculo significativo para sua efetividade. Você pode sugerir que é preciso fortalecer e direcionar o FNHIS para áreas estratégicas, resistindo à pressão do mercado imobiliário.

12. Darcy Ribeiro (Antropólogo e Político)

Nos 100 anos de Darcy Ribeiro, legado do antropólogo resiste, apesar do ...

Darcy Ribeiro foi um renomado antropólogo, sociólogo, historiador, escritor e político brasileiro, conhecido por sua defesa intransigente da educação e do desenvolvimento humano e urbano para todos. Suas ideias sobre a formação do povo brasileiro e os desafios do desenvolvimento social e cultural são fundamentais para analisar as desigualdades urbanas. Ele defendia um planejamento que integrasse as diversas camadas sociais, o que contrasta diretamente com os efeitos segregadores da gentrificação.

Dica prática para a redação: Invoque o pensamento de Darcy Ribeiro para argumentar que a gentrificação contraria os princípios de um desenvolvimento urbano inclusivo e equitativo. Ele pode ser usado para defender a necessidade de políticas públicas que valorizem a diversidade cultural e social das cidades, em vez de promover a homogeneização e a exclusão.

Darcy Ribeiro foi um antropólogo, historiador, sociólogo, autor e político brasileiro. Suas ideias influenciaram vários estudiosos de estudos brasileiros e latino-americanos. Como Ministro da Educação do Brasil, realizou profundas reformas que o levaram a ser convidado a participar de reformas universitárias no Chile, Peru, Venezuela, México e Uruguai após deixar o Brasil devido ao golpe de Estado de 1964. Saiba mais

Leitura complementar:

13. Capitães de Areia (Livro)

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O clássico de Jorge Amado retrata a vida de um grupo de meninos de rua em Salvador, Bahia, no início do século XX. A obra expõe a dura realidade da infância desassistida, a marginalidade e a luta pela sobrevivência em um cenário urbano de grandes contrastes sociais. Embora ambientado em outra época, “Capitães de Areia” é um potente repertório para discutir como a gentrificação, ao expulsar populações vulneráveis e desestruturar comunidades, pode agravar problemas sociais como a pobreza e a falta de oportunidades para crianças e adolescentes, perpetuando ciclos de exclusão.

Dica prática para a redação: Use a obra para argumentar que a gentrificação, ao desconsiderar as necessidades sociais e culturais das comunidades, pode intensificar a invisibilidade e a marginalização de grupos como os “Capitães de Areia”, que já vivem à margem do sistema. É um bom exemplo para discutir as consequências humanas da exclusão socioespacial.

14. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - InfoEscola

O IBGE é a principal instituição responsável por coletar, analisar e divulgar dados estatísticos e geográficos sobre o Brasil, incluindo informações detalhadas sobre a população, economia, território e meio ambiente. Seus censos demográficos e pesquisas periódicas são fontes inestimáveis para compreender as transformações urbanas, a distribuição populacional, as condições de moradia e os indicadores de desigualdade que acompanham a gentrificação.

Dica prática para a redação: Utilize dados do IBGE para fundamentar qualquer afirmação sobre o crescimento populacional nas cidades, o déficit habitacional, a mudança no perfil socioeconômico de bairros ou a concentração de renda. Referenciar o IBGE confere credibilidade e embasamento factual aos seus argumentos sobre os efeitos da gentrificação.

15. Urbanized (Documentário)

Aerial of Mandaluyong Area in Manila Editorial Photography - Image of ...

O documentário “Urbanized”, dirigido por Gary Hustwit, integra a “Trilogia do Design” e aborda questões cruciais de planejamento urbano, explorando como as cidades são projetadas e como podemos construir espaços mais sustentáveis e inclusivos. O filme apresenta entrevistas com renomados urbanistas e arquitetos, como Oscar Niemeyer e Jan Gehl. Ao discutir os desafios da urbanização global, a obra permite refletir sobre como o planejamento pode falhar em promover a inclusão, levando a processos como a gentrificação, que transformam as cidades em espaços menos acessíveis para a maioria.

Dica prática para a redação: Use “Urbanized” para contrastar a aspiração por cidades sustentáveis e inclusivas com a realidade da gentrificação, que gera exclusão. Argumente que o planejamento urbano, como discutido no filme, deve priorizar a função social da cidade e o bem-estar de todos os moradores, e não apenas o desenvolvimento econômico e a valorização imobiliária.

“Urbanized” é um documentário dirigido por Gary Hustwit e lançado em 26 de outubro de 2011. É considerado o terceiro de uma série de três partes sobre design, conhecida como a Trilogia do Design; o primeiro sendo “Helvetica”, sobre a tipografia, e o segundo “Objectified”, sobre design industrial. O documentário discute como as cidades são projetadas e apresenta entrevistas com urbanistas e arquitetos, como Oscar Niemeyer e Jan Gehl. Saiba mais

Leitura complementar:

16. Detropia (Documentário)

Detropia | Szenenbilder und Poster | Film | critic.de

“Detropia” é um documentário que retrata a dramática decadência de Detroit, Michigan, uma cidade que já foi um símbolo da indústria automobilística americana e que se viu em colapso econômico. O filme reflete sobre o declínio urbano, as consequências sociais para seus moradores e os desafios de uma eventual “revitalização”. Embora mostre um processo de despovoamento e não a gentrificação clássica, a obra é relevante para discutir como as transformações econômicas e a desindustrialização podem abrir caminho para a especulação imobiliária e a reconfiguração urbana que, em um segundo momento, pode levar à gentrificação de áreas antes abandonadas, deslocando os poucos que resistiram.

Dica prática para a redação: Use “Detropia” para abordar a resiliência das comunidades em face do declínio urbano ou para alertar sobre os riscos de uma “revitalização” que não priorize os moradores. Pode-se argumentar que, no Brasil, a gentrificação muitas vezes atua em áreas que passaram por um declínio semelhante, agora vistas como “oportunidades” para o capital especulativo.

“Detropia” é um filme documentário americano de 2012, dirigido por Heidi Ewing e Rachel Grady, sobre a cidade de Detroit, Michigan. Ele se concentra no declínio da economia de Detroit devido a mudanças de longo prazo na indústria automobilística e nos efeitos que esse declínio teve sobre os moradores e a infraestrutura da cidade. O nome do filme veio de uma junção das palavras “Detroit” e “Utopia”, e foi inspirado em uma loja de autopeças abandonada, onde a letra “A” em “AUTO” e as letras “R”, “T” e “S” em “PARTS” estavam faltando no letreiro da loja. A letra “I” havia sido pintada na parte apropriada da fachada da loja para que o letreiro lesse “UTO PIA”. Saiba mais

Leitura complementar:

17. BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | Green ...

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma instituição financeira pública federal que financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento em diversas áreas, incluindo projetos urbanos. Embora seu objetivo seja impulsionar o crescimento do país, o tipo de financiamento e os critérios de seleção de projetos podem ter impacto direto na gentrificação. Se o BNDES prioriza grandes empreendimentos que visam a valorização imobiliária sem contrapartidas sociais, ele pode inadvertidamente fomentar a expulsão de moradores de baixa renda.

Dica prática para a redação: Argumente que o BNDES, como um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, tem um papel crucial na mitigação da gentrificação. Sugira que os critérios de financiamento de projetos urbanos devem incluir rigorosas avaliações de impacto social e ambiental, priorizando empreendimentos que promovam a inclusão e a moradia acessível, em vez de apenas o lucro e a valorização do capital.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é um banco de desenvolvimento estruturado como uma empresa pública federal associada ao Ministério da Economia do Brasil. O objetivo declarado é fornecer financiamento de longo prazo para empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país. O BNDES é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo. Sua taxa de inadimplência também é menos favorável em comparação com a do CDB, que está abaixo de 1%. Entre os objetivos do BNDES estão o fortalecimento da estrutura de capital de empresas privadas, o desenvolvimento dos mercados de capitais, a comercialização de máquinas e equipamentos e o financiamento de exportações. Desde sua criação em 20 de junho de 1952, o BNDES tem financiado grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura e desempenhado um papel significativo no apoio a investimentos na agricultura, comércio e indústria de serviços, bem como em pequenas e médias empresas privadas, embora seu foco esteja em empresas maiores. Saiba mais

Leitura complementar:

18. Ministério do Desenvolvimento Regional

Ministério do Desenvolvimento Regional publica edital para contratar ...

O Ministério do Desenvolvimento Regional é o órgão governamental responsável pela formulação e implementação de políticas públicas que visam promover o crescimento urbano sustentável, a habitação, o saneamento básico e o desenvolvimento regional. Suas ações são cruciais para combater a gentrificação, pois é por meio de suas diretrizes que se pode buscar a inclusão social e territorial, garantindo que o desenvolvimento das cidades beneficie a todos, e não apenas a uma parcela da população.

Dica prática para a redação: Cite o Ministério do Desenvolvimento Regional como o principal agente do governo que deve atuar na criação de políticas anti-gentrificação. Você pode propor a necessidade de fortalecer e direcionar suas ações para programas de moradia acessível, regularização fundiária e infraestrutura em áreas de interesse social, garantindo que o crescimento urbano seja planejado de forma equitativa.

19. Estatuto da Cidade (Lei Federal)

Estatuto da Cidade: Veja o Resumo e Entenda Já!

O Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) é um marco legal que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes para a política urbana. Ele busca garantir o direito à cidade e à justa distribuição dos benefícios e ônus do desenvolvimento urbano. Instrumentos como o IPTU progressivo no tempo, o direito de preempção e as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) são previstos para combater a especulação imobiliária e promover a função social da propriedade. A gentrificação, ao desrespeitar esses princípios, evidencia a falha na aplicação ou fiscalização do Estatuto.

Dica prática para a redação: Use o Estatuto da Cidade para argumentar que já existem instrumentos legais para combater a gentrificação, mas que sua aplicação é deficiente. Você pode propor o fortalecimento da fiscalização e a implementação efetiva de suas diretrizes, como as ZEIS, para proteger as populações vulneráveis e garantir o acesso à moradia digna em áreas valorizadas.

20. O Cortiço (Livro)

O CORTIÇO - Aluísio Azevedo - L&PM Pocket - A maior coleção de livros ...

O romance naturalista “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, publicado em 1890, retrata a vida em um cortiço no Rio de Janeiro, expondo os problemas urbanos como a superpopulação, a insalubridade e a precariedade das condições de moradia. A obra evidencia a luta por ascensão social e as relações complexas entre os moradores. Essa realidade, embora do século XIX, ainda ecoa nas periferias e ocupações atuais, e a gentrificação, ao expulsar os mais pobres de áreas centrais, empurra essas populações para condições de moradia ainda mais precárias, perpetuando o ciclo de exclusão social e espacial.

Dica prática para a redação: Conecte “O Cortiço” à realidade contemporânea para argumentar que a gentrificação não é um fenômeno novo de exclusão, mas uma intensificação de problemas históricos de moradia e segregação. A obra pode ilustrar como a falta de acesso à moradia digna e a precarização da vida urbana são heranças que a gentrificação agrava, empurrando os mais vulneráveis para a invisibilidade.

“O Cortiço” é um influente romance brasileiro escrito em 1890 por Aluísio Azevedo. O romance retrata uma parte da cultura brasileira do final do século XIX, representada por uma variedade de personagens coloridos que vivem em um único cortiço no Rio de Janeiro. É escrito com a intenção de pertencer ao movimento do Realismo com inclinação para o Naturalismo, muito parecido com “Madame Bovary” de Flaubert. “O Cortiço” de Azevedo conta as histórias de imigrantes portugueses e de outros europeus, mulatos e ex-escravos africanos vivendo e trabalhando juntos em uma única comunidade. Ele explora as crenças intensamente naturalistas do autor, tendo vários personagens definidos e transformados por seu ambiente, raça e posição social. Exemplos são: a divisão entre os mulatos desinteressados, porém apaixonados, e os imigrantes portugueses trabalhadores e determinados; como o clima e a cultura do Brasil podem lentamente transformar o comportamento desses imigrantes de maneiras atávicas. Saiba mais

Leitura complementar:

21. Quarto de Despejo (Livro)

Livro Quarto de Despejo - Edição Comemorativa Carolina Maria de Jesus ...

“Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” é o pungente relato autobiográfico de Carolina Maria de Jesus, uma catadora de papel que viveu na favela do Canindé, em São Paulo, nos anos 1950. A obra expõe a dura realidade da pobreza, da fome, da violência e da luta diária pela sobrevivência, ao mesmo tempo em que denuncia a invisibilidade e a marginalização social. Este livro é um poderoso testemunho das desigualdades urbanas e da precariedade da moradia. A gentrificação, ao expulsar populações de baixa renda de áreas centrais, contribui para a criação de novos “quartos de despejo” nas periferias, replicando e intensificando a segregação.

Dica prática para a redação: Utilize “Quarto de Despejo” para humanizar o impacto da gentrificação, mostrando a face da pobreza e da exclusão que o fenômeno agrava. Argumente que, ao invés de promover a integração, a gentrificação empurra essas vozes para as margens, dificultando o acesso à cidade e à cidadania plena.

Carolina Maria de Jesus foi uma memorialista das periferias brasileiras que viveu a maior parte de sua vida como moradora de favela. Ela é mais conhecida por seu diário, publicado em agosto de 1960 como “Quarto de Despejo” após atrair a atenção de um jornalista brasileiro, que se tornou um best-seller e obteve aclamação internacional. Aparecendo em tradução para o inglês sob o título “Child of the Dark: The Diary of Carolina Maria de Jesus” ou “Beyond All Pity”, a obra permanece o único documento publicado em inglês por uma moradora de favela brasileira daquele período. De Jesus passou uma parte significativa de sua vida na favela do Canindé [pt], na Zona Norte de São Paulo, sustentando a si mesma e a três filhos como catadora de sucata. “Quarto de Despejo” não se limitou a ser um sucesso editorial, também gerou peças teatrais, composições musicais, ilustrações e ditados, e é uma fonte para criações artísticas tanto individuais quanto coletivas, especialmente por outras mulheres negras das periferias das cidades brasileiras. Saiba mais

Leitura complementar:

22. Jessé Souza (Sociólogo)

Jessé Souza: 'É preciso explicar o Brasil desde o ano zero'

Jessé Souza é um sociólogo brasileiro cujas obras abordam as profundas desigualdades sociais e as estruturas de poder que moldam a sociedade brasileira. Ele cunhou o conceito de “ralé brasileira” para se referir à parcela da população que vive em condições de extrema vulnerabilidade e exclusão, muitas vezes invisibilizada. Seu pensamento é altamente relevante para discutir urbanismo, pois a gentrificação é um processo que intensifica essas divisões, expulsando a “ralé” de áreas valorizadas e aprofundando a segregação socioespacial nas metrópoles.

Dica prática para a redação: Cite Jessé Souza para argumentar que a gentrificação não é um fenômeno meramente econômico, mas uma manifestação das estruturas de desigualdade e poder que marginalizam as populações mais vulneráveis. Ele pode ser usado para criticar a elite que se beneficia da valorização imobiliária enquanto a “ralé” é expulsa da cidade.

Jessé José Freire de Souza ou simplesmente Jessé Souza é um professor e pesquisador brasileiro. Em 2 de abril de 2015, Souza foi nomeado pelo governo brasileiro como presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, substituindo Sergei Suarez Dillon Soares. Seu contrato foi rescindido em maio de 2016, quando Michel Temer assumiu a presidência interina, após o impeachment de Dilma Rousseff. Saiba mais

Leitura complementar:

23. Dandara (Documentário “Dandara – enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito”)

Dandara dos Palmares é homenageada pela Turma da Mônica no Dia ...

O documentário “Dandara – enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito” narra a história da Ocupação Dandara, em Minas Gerais. A obra expõe a árdua luta de moradores contra o capital especulativo, através de depoimentos de residentes, apoiadores e militantes. A ocupação, batizada em homenagem à guerreira Dandara dos Palmares (companheira de Zumbi, símbolo de resistência e liberdade), representa a reivindicação pelo direito à moradia digna e a resistência contra a gentrificação e a especulação imobiliária que expulsam os mais pobres de suas casas.

Dica prática para a redação: Utilize o documentário e a simbologia de Dandara para ilustrar a resistência popular contra a gentrificação. Argumente que, diante da ineficácia das políticas públicas e da voracidade do mercado, a organização comunitária e a ocupação de espaços vazios se tornam formas legítimas de luta pelo direito à cidade e à moradia.

Dandara foi uma guerreira afro-brasileira do período colonial do Brasil e fez parte do Quilombo dos Palmares, um assentamento de pessoas afro-brasileiras que se libertaram da escravidão, no atual estado de Alagoas, Brasil. Após ser presa em 6 de fevereiro de 1694, ela cometeu suicídio, recusando-se a retornar à vida de escravidão. Ela é uma figura misteriosa hoje, porque não se sabe muito sobre sua vida. A maioria das histórias sobre ela são variadas e desconectadas. Ela e seu marido Zumbi dos Palmares, o último rei do Quilombo dos Palmares, tiveram três filhos. Saiba mais

Leitura complementar:

24. Minha Casa, Minha Vida (Programa Habitacional)

Programa 'Minha Casa, Minha Vida' chega a São Cristóvão com a ...

O programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV) é uma iniciativa governamental que visa facilitar o acesso à moradia popular para famílias de baixa e média renda. Ele representa um esforço para reduzir o déficit habitacional e promover o desenvolvimento urbano e social das cidades. Contudo, a efetividade do MCMV pode ser limitada pela gentrificação, que encarece os terrenos em áreas centrais, forçando a construção de empreendimentos em regiões mais afastadas e com menor infraestrutura, perpetuando a segregação socioespacial e dificultando a inclusão plena dos beneficiários na vida urbana.

Dica prática para a redação: Aborde o “Minha Casa, Minha Vida” para discutir os limites das políticas habitacionais em face da gentrificação. Argumente que, apesar de ser um programa importante, ele precisa ser aprimorado para garantir não apenas a moradia, mas também a integração urbana dos beneficiários, combatendo a lógica de exclusão que a gentrificação impõe.

Referências e textos motivadores

a. Bairros gentrificados

No Brasil, as capitais estaduais são as cidades que mais sofrem com o processo de gentrificação. Em São Paulo, por exemplo, o bairro Vila Madalena, que antes era conhecido por ter estabelecimentos e imóveis tradicionais e simplistas, passou pelo processo de valorização imobiliária e revitalização. Atualmente, o bairro da zona oeste é destino popular para turistas e moradores de alta renda. A região de Pinheiros também passa por uma intensa transformação, anteriormente um bairro industrial e comercial, a região se tornou um polo de desenvolvimento imobiliário.

Já no Recife, o Cais José Estelita, uma área abandonada na região central da capital pernambucana, também sofreu com o fenômeno, com a implantação do projeto Novo Recife. Mesmo com protestos durante oito anos, por parte dos moradores do entorno, as ações foram executadas com a demolição de antigos armazéns para a construção de torres residenciais e comerciais. Atualmente as obras estão em andamento e comandadas por construtoras privadas.

Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/gentrificacao-muda-perfil-urbano-e-social-do-distrito-de-bonfim-paulista/. Acesso em: 11/12/2024. (Adaptado)

b. Mudança da sede do governo é projeto de gentrificação

Complexo administrativo visa eliminar pobres e sem-teto da região central

O projeto da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) de levar a sede do governo para o Palácio dos Campos Elíseos, na avenida Rio Branco, e criar um complexo administrativo com todas as secretarias estaduais ao redor visa tirar pobres e sem-teto do centro da cidade e deslocá-los para regiões distantes de seus trabalhos.

Trata-se de uma decisão sumária que não mede as consequências para a comunidade local. Por trás dela há um objetivo claro de gentrificação, processo que leva ao encarecimento do custo de vida na região afetada e aumenta a segregação social. Em vez de incluir a população existente, o governo quer excluí-la da paisagem sem qualquer debate público.

A mudança da sede do governo do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para o Centro é uma das promessas de campanha de Tarcísio, que pretende desapropriar cerca de 230 imóveis. Uma declaração de utilidade pública com validade de cinco anos foi assinada para acelerar esse processo.

O governo vai levar seu projeto adiante por meio de uma PPP (Parceria Público Privado). O objetivo é iniciar a construção já no ano que vem. As obras devem se prolongar durante três ou quatro anos. Hoje a administração estadual está dividida em 60 prédios. Vinte e dois mil servidores, atualmente espalhados pela cidade, estarão concentrados no novo local. Tarcísio diz que a iniciativa vai reduzir custos administrativos.

O investimento estimado no complexo, que terá 12 ou 13 torres de 90 metros de altura, é de R$ 3,9 bilhões, incluído o custo das desapropriações. O valor será pago, ao longo de 30 anos, ao concessionário da PPP vencedor da licitação para edificá-lo, administrá-lo e explorá-lo comercialmente.

A iniciativa tem apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que transferiu a posse do parque Princesa Isabel para o governo do Estado. O parque será reconvertido em praça e anexará a área hoje ocupada pelo Terminal Princesa Isabel.

O Palácio dos Bandeirantes não será desativado e continuará sendo a residência oficial do governador. O Palácio dos Campos Elíseos foi sede do governo de 1935 a 1965.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/andancas-na-metropole/2024/04/mudanca-da-sede-do-governo-e-projeto-de-gentrificacao.shtml. Acesso em: 11/12/2024. (Adaptado).

c. Famílias que vivem em ocupações no Largo Paiçandu, no Centro, temem ser despejadas pela Prefeitura de SP: ‘Somos invisíveis’

Dois edifícios da região foram incluídos em projeto da prefeitura que visa transformar a área em polo estudantil. Moradores de ocupações, no entanto, afirmam que não foram incluídos no projeto e não receberam nenhuma proposta de habitação.

O plano foi lançado no dia 27 de março quando se anunciou um concurso público organizado pelo IAB-SP (Instituto dos Arquitetos do Brasil em São Paulo) para escolher o projeto arquitetônico do novo complexo. O resultado da concorrência sairá no dia 2 de agosto.

Segundo nota técnica publicada no site do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (LabCidade FAU/USP), o projeto do governo “pressupõe demolir ao menos cinco quadras, ocupadas atualmente por cerca de 800 pessoas, segundo os dados do Censo populacional do IBGE de 2022, parte das quais morando em regiões encortiçadas”.

Ainda segundo a nota técnica, são áreas demarcadas parcialmente como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) 3 e 5 pelo Plano Diretor de 2014. “Não há no projeto e nem no edital do concurso nenhuma menção a respeito do destino destes moradores, além do descumprimento da legislação urbanística em relação aos usos e destinação das ZEIS”, informa.

“Nós não somos contra o projeto, achamos legal, mas tem um monte de prédio vazio em São Paulo, sinceramente não entendi porque focar nessa região. Não sabemos de onde vêm esses alunos, qual a demanda, quem são eles. O que a gente entende é que está sendo iniciado um projeto de higienização da área. Eles falam de movimentar o Centro, mas as famílias que estão aqui já movimentam o Centro”, afirma Márcia Araújo, assistente social do Movimento Sem Teto do Centro, que acompanha as famílias da ocupação.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/01/30/familias-que-vivem-em-ocupacoes-no-largo-paicandu-no-centro-temem-ser-despejadas-pela-prefeitura-de-sp-somos-invisiveis.ghtml. Acesso em 11/12/2024. (Adaptado).

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