30 Repertórios sobre Feminicídio para o ENEM

A redação do ENEM exige do candidato não apenas conhecimento gramatical e argumentativo, mas também a habilidade de mobilizar repertórios socioculturais que enriqueçam a discussão e demonstrem uma visão crítica sobre o tema proposto. Quando o assunto é “Dimensões do feminicídio na sociedade contemporânea“, ter um leque de referências sólidas é fundamental para construir uma argumentação robusta e diferenciada.

Repertórios para usar na redação

1. “Não é Não” (Música de Leo Justi)

Nao e nao not is not in brazilian portuguese modern hand lettering ...

Esta canção, de autoria de Leo Justi, transcende a esfera musical para se tornar um hino do respeito à autonomia e liberdade de escolha da mulher. Ela aborda a importância do consentimento e da rejeição a qualquer tipo de imposição ou assédio, temas centrais na luta contra a violência de gênero.

Como usar na redação:

  • Introdução: Pode ser utilizada para introduzir a discussão sobre a falta de respeito à autonomia feminina como uma das raízes do feminicídio.
  • Exemplo de parágrafo de introdução: “A canção ‘Não é Não’, de Leo Justi, é um poderoso manifesto cultural que ressoa com a urgência de se discutir o respeito à autonomia feminina no Brasil. Essa obra, ao vocalizar a importância do consentimento e da liberdade de escolha da mulher, dialoga diretamente com as raízes do feminicídio na sociedade contemporânea, um crime que, em sua essência, nega a agência e a própria existência feminina, manifestando-se como a mais brutal expressão da misoginia e da desigualdade de gênero.”
  • Argumentação: Em um parágrafo que discuta a cultura do machismo e a objetificação do corpo feminino, mostrando como a ausência de um “não é não” claro contribui para a escalada da violência.

2. Instituto Patrícia Galvão

Instituto Patrícia Galvão | Mulheres Positivas

Esta organização não governamental é uma referência no Brasil na defesa dos direitos das mulheres. Por meio de ações estratégicas na mídia e produção de conteúdo informativo, o Instituto Patrícia Galvão contribui significativamente para ampliar e qualificar o debate público sobre questões de gênero, combatendo a desinformação e o silenciamento sobre a violência contra a mulher.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para exemplificar a atuação da sociedade civil na conscientização e no combate à violência de gênero. Pode ser usado para argumentar sobre a importância da mídia e da educação na desconstrução de padrões machistas.
  • Exemplo de parágrafo de argumentação: “No que tange à ineficácia das políticas públicas ou à lacuna informacional que perpetua o feminicídio, o trabalho do Instituto Patrícia Galvão emerge como um contraponto crucial. Essa organização feminista, ao atuar incansavelmente na mídia para qualificar o debate público sobre questões de gênero, expõe a necessidade de um engajamento social mais profundo e de uma educação que desconstrua preconceitos arraigados. Dessa forma, a persistência do feminicídio pode ser compreendida como um reflexo da insuficiência de mecanismos de conscientização e de uma cultura que ainda naturaliza a violência contra a mulher, apesar dos esforços de entidades como o Instituto Patrícia Galvão em promover uma mudança paradigmática.”
  • Proposta de Intervenção: Sugerir parcerias entre o governo e organizações como o Instituto Patrícia Galvão para campanhas de conscientização.

3. “Toda Forma de Amor” (Série Brasileira)

Lulu Santos - Toda Forma de Amor (1988) - Estilhaços Discos

Esta série brasileira explora a diversidade das relações amorosas não heterossexuais, acompanhando um grupo de terapia, enquanto, paralelamente, narra assassinatos de pessoas trans em São Paulo. A obra destaca a vulnerabilidade de minorias sexuais e de gênero à violência, incluindo o feminicídio de mulheres trans.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para abordar a interseccionalidade do feminicídio, mostrando como mulheres trans são duplamente vulneráveis à violência de gênero e à transfobia.
  • Introdução/Conclusão: Pode ser utilizada para ressaltar a amplitude da violência de gênero e a necessidade de proteger todas as mulheres, incluindo aquelas da comunidade LGBTQIA+.

4. CMulher (Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher)

Que Acontecimentos Devem Ser Relembrados No Dia Internacional Da Mulher ...

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMulher) é um órgão governamental essencial que atua na análise de projetos de lei e no debate de assuntos relacionados aos direitos e à proteção das mulheres. Sua existência demonstra um reconhecimento institucional da necessidade de políticas específicas para combater a desigualdade e a violência de gênero.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a atuação do poder legislativo na proteção das mulheres ou a insuficiência dessa atuação, caso seja o foco.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir o fortalecimento da CMulher, a criação de mais comissões ou a implementação de suas propostas para o combate ao feminicídio.

5. Erika Hilton

1,354 Erika Hilton Photos & High Res Pictures - Getty Images

Erika Hilton é uma figura proeminente na política brasileira, sendo uma mulher negra, trans e ativista. Sua trajetória, desde a eleição como a primeira vereadora trans de São Paulo até se tornar deputada federal, simboliza a luta por representatividade e direitos para grupos marginalizados. Sua atuação destaca as interseccionalidades da opressão, onde raça, gênero e sexualidade se cruzam.

Erika Santos Silva, conhecida como Erika Hilton, é uma política brasileira e ativista pelos direitos dos negros e LGBT. Hilton estudou pedagogia e gerontologia antes de entrar na política. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade, nas eleições de 2020, ela ganhou destaque nacional e internacional ao se tornar a primeira vereadora abertamente transgênero eleita para a Câmara Municipal de São Paulo, recebendo o maior número de votos para qualquer vereador no país. Em novembro de 2021, ela foi homenageada com um “Generation Change Award” no MTV Europe Music Awards de 2021 em Budapeste. Em 2022, ela e Duda Salabert se tornaram as duas primeiras pessoas abertamente transgênero eleitas para o Congresso Nacional do Brasil, ambas eleitas para a Câmara dos Deputados. Hilton foi homenageada como uma das 100 Mulheres da BBC em dezembro de 2022. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para abordar a importância da representatividade política de mulheres e, especificamente, de mulheres trans na formulação de políticas públicas que combatam a violência de gênero e o feminicídio.
  • Introdução/Conclusão: Para ilustrar a resistência e a luta por direitos em um contexto de alta vulnerabilidade, destacando que o feminicídio atinge de forma desproporcional mulheres trans e negras.

6. “Eleitas: Mulheres na Política” (Série Brasileira)

ELEITAS - Mulheres na Política :: Behance

Esta série brasileira documenta as diversas formas de inovação política promovidas por mulheres eleitas na América Latina. Ela destaca o papel crucial das mulheres na política para a transformação social, incluindo a luta por direitos e a criação de um ambiente mais justo e equitativo, o que indiretamente combate as estruturas que levam ao feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a sub-representação feminina na política e como o aumento da participação de mulheres pode levar à criação de leis e políticas mais eficazes de combate à violência de gênero.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir incentivos à participação feminina na política para fortalecer a agenda de direitos das mulheres.

7. “Estatísticas de Gênero – Indicadores sociais das mulheres no Brasil” (IBGE)

(IBGE, 2021, Estatísticas de Gênero. Indicadores sociais das mulheres ...

Este documento, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oferece uma análise aprofundada de dados sobre a situação das mulheres no Brasil. É uma fonte rica para compreender as desigualdades de gênero em diversas esferas sociais, econômicas e políticas, fornecendo embasamento quantitativo para a argumentação sobre o feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para fundamentar estatisticamente a persistência da desigualdade de gênero e a vulnerabilidade das mulheres à violência. Pode ser usado para contextualizar a dimensão do problema.
  • Conclusão: Para reforçar a necessidade de políticas públicas baseadas em dados concretos para reverter o cenário de violência.

8. “Silêncio das Inocentes” (Documentário)

O Silêncio dos Inocentes - Thomas Harris . Edição de 1989 com 318 ...

Este documentário investiga a aplicação da Lei nº 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Ao expor os desafios e as lacunas na efetivação dessa legislação crucial, a obra permite uma reflexão sobre a complexidade de proteger mulheres vítimas de violência e prevenir o feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a eficácia ou as falhas da Lei Maria da Penha na prática. Pode-se argumentar que, apesar da legislação, a violência persiste devido a desafios de implementação, cultura machista ou falta de recursos.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir melhorias na aplicação da lei, capacitação de agentes públicos ou campanhas de divulgação sobre os direitos previstos.

9. Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez: A mulher que revolucionou o movimento negro — Fundação ...

Lélia Gonzalez foi uma socióloga brasileira, feminista e ativista negra de imensa relevância. Sua obra e pensamento são fundamentais para entender a interseccionalidade, defendendo que as opressões de raça e gênero não podem ser analisadas separadamente. Ela evidencia como mulheres negras são duplamente marginalizadas e, portanto, mais vulneráveis a diversas formas de violência, incluindo o feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a interseccionalidade do feminicídio, mostrando como mulheres negras são desproporcionalmente afetadas devido à combinação de racismo e machismo.
  • Introdução/Conclusão: Para contextualizar a luta por direitos das mulheres a partir de uma perspectiva antirracista e feminista.

10. “Bom Dia, Verônica” (Série Brasileira)

Críticas para Bom Dia, Verônica - AdoroCinema

Esta série de sucesso aborda de forma crua e impactante o tema da violência contra a mulher, explorando diferentes facetas do abuso doméstico, da perseguição e da busca por justiça em um sistema muitas vezes falho. A trama expõe a crueldade dos agressores e a resiliência das vítimas, tornando-se um poderoso espelho da realidade do feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para ilustrar a dimensão da violência psicológica e física que antecede o feminicídio, ou para discutir a falha do Estado em proteger as vítimas.
  • Introdução/Conclusão: Para apresentar um panorama dramático da violência de gênero e a urgência de combatê-la.

11. Benedita da Silva

Benedita da Silva lidera Bancada Feminina 37 anos após primeiro mandato

Benedita da Silva é uma política brasileira de grande relevância, conhecida por sua trajetória de luta pelos direitos das mulheres, da população negra e da igualdade de gênero. Sua atuação política, desde a base até cargos de destaque, a posiciona como um símbolo da resistência e da busca por justiça social e equidade.

Benedita Souza da Silva Sampaio é uma política brasileira. Vinda de um ambiente de classe trabalhadora, ela enfrentou preconceitos de classe e raça, superando-os para se tornar a primeira governadora mulher e afro-brasileira do Estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, Ministra da referida Secretaria de Estado, bem como no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a importância da representatividade negra e feminina na política para a criação de leis e políticas públicas eficazes no combate ao feminicídio.
  • Proposta de Intervenção: Propor o incentivo à participação de mulheres negras na política para que suas perspectivas sejam consideradas na formulação de soluções.

12. Marielle Franco

Caso Marielle: assessora diz ao STF ter recebido relatos sobre um ...

Marielle Franco foi uma vereadora, líder social negra e feminista, brutalmente assassinada em 2018. Sua vida e morte se tornaram um símbolo da luta pelos direitos humanos, especialmente os das mulheres, da população negra e LGBTQIA+. Seu assassinato, que ainda busca respostas, é um exemplo trágico da violência política e do feminicídio em sua dimensão mais extrema, visando silenciar vozes dissidentes.

Marielle Franco foi uma política, socióloga, feminista, socialista e ativista dos direitos humanos brasileira. Franco atuou como vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo Partido Socialismo e Liberdade de janeiro de 2017 até seu assassinato. Em 14 de março de 2018, enquanto estava em um carro após fazer um discurso na zona norte do Rio de Janeiro, Franco e seu motorista foram baleados várias vezes e mortos por dois ex-policiais que estavam em outro veículo. Franco havia sido uma crítica veemente da brutalidade policial e das execuções extrajudiciais, bem como da intervenção federal de fevereiro de 2018 do presidente brasileiro Michel Temer no estado do Rio de Janeiro, que resultou no envio do exército em operações policiais. Em março de 2019, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz foram presos e acusados do assassinato de Marielle Franco e seu motorista. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para ilustrar a face mais brutal do feminicídio e da violência política de gênero, especialmente contra mulheres que desafiam o status quo.
  • Introdução/Conclusão: Para contextualizar a urgência do tema, mostrando as consequências trágicas da misoginia e do preconceito.

13. Silvia Federici

Silvia Federici

Silvia Federici é uma teórica feminista marxista ítalo-americana, renomada por seus estudos sobre gênero, capitalismo e reprodução social. Nos anos 1970, foi uma das pioneiras nas campanhas em prol do salário para o trabalho doméstico, argumentando sobre a invisibilidade e exploração do trabalho reprodutivo feminino. Sua obra, como “Calibã e a Bruxa”, conecta a subordinação feminina ao desenvolvimento do capitalismo, revelando as raízes históricas e econômicas da opressão de gênero que culmina em violências como o feminicídio.

Silvia Federici é uma acadêmica, professora e ativista feminista marxista ítalo-americana radicada em Nova York. Ela é considerada uma das principais teóricas da teoria feminista marxista, história das mulheres, filosofia política e história e teoria dos comuns. Seu livro mais famoso, “Calibã e a Bruxa”, foi traduzido para várias línguas e adotado em cursos universitários. Por várias décadas, ela trabalhou com uma variedade de organizações feministas internacionais, como Mulheres na Nigéria e o Ni una menos, com sede na América Latina, para combater a violência baseada em gênero. Nos anos 2010, ela organizou um projeto com coletivos feministas na Espanha para reconstruir a história das mulheres perseguidas como bruxas na Europa moderna e para aumentar a conscientização sobre o que ela acredita serem caças às bruxas contemporâneas ainda ocorrendo em todo o mundo. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para analisar as raízes históricas e sistêmicas do feminicídio, conectando a violência de gênero à estrutura patriarcal e capitalista que desvaloriza o trabalho e a vida das mulheres.
  • Introdução: Para iniciar a discussão sobre a longa história de subordinação feminina que culmina na violência extrema.

14. Carlota Pereira de Queirós

Carlota Pereira de Queirós: a primeira médica deputada federal do ...

Carlota Pereira de Queirós foi a primeira mulher a ser eleita deputada federal no Brasil, em 1933. Sua eleição marcou um avanço histórico para a participação feminina na política e na esfera pública, desafiando as normas de uma sociedade patriarcal. Sua trajetória é um símbolo da luta por direitos e representatividade, essenciais para desmantelar as estruturas que perpetuam a violência de gênero.

Carlota Pereira de Queirós foi uma feminista e política brasileira. Ela foi a primeira mulher a votar e ser eleita para o parlamento brasileiro, e participou da redação da constituição de 1934. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para contextualizar a longa e árdua jornada das mulheres por direitos políticos e sociais, mostrando que a luta contra o feminicídio é parte de um movimento maior por igualdade.
  • Introdução: Para iniciar a redação com um marco histórico da participação feminina, contrastando com a persistência da violência.

15. Marsha P. Johnson

Marsha P. Johnson - Stonewall, Quotes & Documentary

Marsha P. Johnson foi uma ativista transgênero negra americana, figura crucial para o movimento LGBTQIA+ e para a luta pelos direitos de gênero. Conhecida como “Santa da Christopher Street”, ela foi uma das protagonistas nas Revoltas de Stonewall e cofundadora da Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR), organização de apoio a jovens trans e drag queens. Sua vida e ativismo sublinham a extrema vulnerabilidade de mulheres trans à violência e ao feminicídio, além de defender a interseccionalidade das lutas por justiça.

Marsha P. Johnson foi uma ativista LGBTQ, trabalhadora sexual e artista americana. Às vezes conhecida como a “Santa da Christopher Street”, ela é considerada uma figura importante nos movimentos pelos direitos LGBTQ e transgêneros devido ao seu envolvimento nas revoltas de Stonewall, seu trabalho com a Street Transvestite Action Revolutionaries e sua defesa de pessoas com AIDS. Nascida em Elizabeth, Nova Jersey, Johnson usou roupas femininas pela primeira vez aos cinco anos de idade. Após se formar no ensino médio, mudou-se para Manhattan, onde passava regularmente o tempo na 42nd Street, em Times Square, trabalhando nos restaurantes Childs locais e complementando sua renda através da mendicância e do trabalho sexual. Frequentemente saindo de drag parcial, ela se tornou conhecida por seus acessórios vibrantes. Ela participou das revoltas de Stonewall em 1969, embora seu papel exato seja debatido, e depois, ela foi ativa na Gay Activists Alliance e na Gay Liberation Front. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a interseccionalidade do feminicídio, focando na violência contra mulheres trans e na importância da luta por direitos LGBTQIA+.
  • Introdução/Conclusão: Para ressaltar a amplitude das vítimas do feminicídio e a necessidade de uma abordagem inclusiva na defesa das mulheres.

16. Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero (Projeto de Lei nº 134/2018)

Projeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero: Vote Sim ...

O Projeto de Lei nº 134/2018, conhecido como Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, tinha como objetivo combater e criminalizar a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. Embora não tenha sido aprovado, sua existência e a discussão em torno dele revelam a urgência de uma legislação mais abrangente para proteger a comunidade LGBTQIA+, incluindo as mulheres trans, que são alvo de feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a lacuna legislativa na proteção de minorias sexuais e de gênero, e como essa falha contribui para a impunidade e a violência, incluindo o feminicídio de mulheres trans.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir a retomada de projetos de lei semelhantes ou a criação de novas legislações para garantir a proteção integral dessas populações.

17. Duda Salabert

Duda Salabert é a primeira deputada federal trans da história de Minas ...

Duda Salabert é uma política trans brasileira que fez história ao se tornar a primeira pessoa transgênero a se candidatar ao cargo de Senadora da República em 2018, e posteriormente, a primeira deputada federal trans eleita por Minas Gerais. Sua trajetória política é um testemunho da luta por representatividade e inclusão, elementos cruciais para desconstruir a transfobia e a misoginia que alimentam o feminicídio contra mulheres trans.

Duda Salabert Rosa é uma política, ambientalista e professora brasileira. Em 2020, ela se tornou a primeira pessoa transgênero a servir na câmara municipal de Belo Horizonte após fazer campanha como candidata do Partido Democrático Trabalhista. Ela foi eleita com mais de 37.000 votos, mais do que qualquer candidato a vereador na história de Minas Gerais na época. Desde 2023, ela representa o estado de Minas Gerais como deputada federal. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para abordar a importância da representatividade de mulheres trans na política, que contribui para a visibilidade de suas pautas e a criação de leis de proteção contra a violência de gênero e transfobia.
  • Conclusão: Para reforçar a necessidade de inclusão e respeito à diversidade para combater todas as formas de violência.

18. Avelin Buniacá Kambiwá

Palestrante - Avelin Buniacá Kambiwá

Avelin Buniacá Kambiwá é uma importante liderança indígena que atua na defesa da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. Sua voz representa a luta de mulheres indígenas, que frequentemente enfrentam múltiplas vulnerabilidades devido à interseccionalidade de gênero, raça e origem étnica. Seu ativismo é crucial para dar visibilidade às particularidades do feminicídio em comunidades tradicionais.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a interseccionalidade do feminicídio, focando nas mulheres indígenas e nas violências específicas que enfrentam.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir políticas públicas que considerem as especificidades culturais e territoriais na proteção de mulheres indígenas.

19. “Sempre foi sobre nós – Relatos da violência política de gênero no Brasil” (Livro)

Obra convida 18 mulheres para discutir sobre a violência política de ...

Este livro reúne relatos e análises sobre a violência política de gênero no Brasil. A obra é fundamental para entender como a participação feminina na política é constantemente ameaçada e sabotada, o que enfraquece a democracia e impede a formulação de políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher, incluindo o feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a dimensão política do feminicídio e como a violência de gênero se manifesta também na esfera pública, silenciando vozes femininas e dificultando a mudança.
  • Conclusão: Para reforçar a necessidade de proteger a participação feminina na política para fortalecer a luta contra a violência.

20. “As Sufragistas” (Filme)

Sufragistas: Quem eram e qual a sua importância para as mulheres - Fala ...

Este filme histórico narra a intensa luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto no início do século XX. A obra ilustra a persistência e a coragem das sufragistas diante de uma sociedade que as negava voz e participação política. A conquista do voto feminino é um marco na história da igualdade de gênero, essencial para desconstruir a ideia de subordinação feminina que, em sua forma mais extrema, leva ao feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para contextualizar a longa jornada das mulheres por direitos e a resistência enfrentada, conectando essa luta histórica à persistência da violência de gênero atual.
  • Introdução: Para iniciar a discussão sobre a luta feminina por reconhecimento e direitos, mostrando que o feminicídio é um reflexo de uma batalha ainda não vencida.

21. “Transversais” (Documentário Brasileiro)

Ondas Longitudinais e transversais - Labelled diagram

Este documentário brasileiro apresenta as histórias de cinco pessoas transexuais de diferentes idades, classes sociais e profissões, relatando suas experiências de vida. A obra humaniza e dá voz a uma comunidade frequentemente marginalizada, expondo os desafios, preconceitos e violências enfrentados por pessoas trans, incluindo a alta taxa de feminicídio que acomete mulheres trans.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para abordar a vulnerabilidade de mulheres trans ao feminicídio e a necessidade de desconstruir preconceitos e garantir direitos para essa população.
  • Introdução/Conclusão: Para ampliar a discussão sobre o feminicídio, incluindo suas vítimas mais invisibilizadas e a importância da empatia e do respeito.

22. Celina Guimarães Viana

24 de fevereiro: dia da conquista do voto feminino no Brasil | Blog da Usa

Celina Guimarães Viana foi a primeira mulher a votar legalmente no Brasil, em 1928, na cidade de Mossoró (RN), desafiando as normas que proibiam a participação feminina na política. Seu ato de coragem simboliza a quebra de barreiras e o início da inclusão feminina na esfera pública, um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária e menos propensa à violência de gênero.

Celina Guimarães Viana foi uma professora e sufragista brasileira. Ela foi a primeira mulher a votar legalmente no Brasil, embora Isabel de Mattos Dillon tenha alegado ter votado em 1887. Ela o fez em 5 de abril de 1928 na cidade de Mossoró. Ela era filha de José Eustáquio de Amorim Guimarães e Eliza Amorim Guimarães. Ela estudou na Escola Normal de Natal, onde concluiu o curso de formação de professores. Foi nessa mesma escola que ela conheceu Elyseu de Oliveira Viana, um jovem estudante de Pirpirituba, com quem se casou em dezembro de 1911. Em 1912, ela foi para Acari e em 13 de janeiro de 1914, mudou-se para Mossoró. Com a promulgação da Lei nº 660 de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte tornou-se o primeiro estado que, ao regulamentar o “Serviço Eleitoral no Estado”, estabeleceu que não haveria mais “distinção de sexo” para o exercício do sufrágio. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para contextualizar a evolução dos direitos das mulheres no Brasil e como a conquista da participação política é um passo para combater a subordinação que leva ao feminicídio.
  • Introdução: Para iniciar a discussão sobre a longa batalha por direitos e a persistência de desafios, como o feminicídio.

23. Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015)

Lei do Feminicídio completa 10 anos, mas a luta das mulheres pela vida ...

A Lei nº 13.104/2015, conhecida como Lei do Feminicídio, é um marco legal que alterou o Código Penal brasileiro para incluir o feminicídio como qualificadora do crime de homicídio, tornando-o hediondo. Ela define o feminicídio como o assassinato de mulheres “por razões da condição de sexo feminino”, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Sua criação visa dar visibilidade e punição mais severa a esse tipo específico de crime.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a importância da legislação específica para o combate ao feminicídio, mas também suas limitações na prática, como a subnotificação ou a dificuldade de aplicação.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir aprimoramento na aplicação da lei, conscientização da população e dos agentes de segurança/justiça sobre o tema.

24. Thammy Miranda

Relembre as transformações de Thammy Miranda em 11 imagens - O Segredo

Thammy Miranda é um ator e político brasileiro transgênero, conhecido por sua transição de gênero publicamente documentada e por sua atuação na política. Sua figura desafia estereótipos de gênero e contribui para a visibilidade da comunidade trans, promovendo a inclusão e o respeito à diversidade. Sua existência e atuação são importantes para desconstruir preconceitos que podem levar à violência contra pessoas trans.

Thammy Brito de Miranda Silva é um ator e repórter brasileiro. Ele começou sua carreira na indústria do entretenimento, atuando como cantor, modelo e dançarino, antes de se voltar para a atuação e a política. Ele é filho da cantora Gretchen e sobrinho da cantora Sula Miranda. Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a importância da visibilidade e representatividade de pessoas trans na desconstrução de preconceitos e na promoção de uma cultura de respeito, que é fundamental para combater a transfobia e o feminicídio contra mulheres trans.
  • Conclusão: Para propor a valorização da diversidade como caminho para uma sociedade menos violenta.

25. Revolta de Stonewall

'Revoltas de Stonewall têm significado muito maior agora', diz ...

O levante ocorrido em junho de 1969 no bar Stonewall Inn, em Nova York, é amplamente considerado o marco inicial do movimento moderno pelos direitos LGBTQIA+. As revoltas foram uma resposta à violência policial e à discriminação sistemática contra a comunidade. Esse evento histórico é crucial para entender a luta por direitos de gênero e sexualidade, incluindo a proteção de mulheres trans, que foram figuras centrais em Stonewall e que continuam a ser vítimas de feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para contextualizar a luta histórica da comunidade LGBTQIA+ contra a violência e a discriminação, mostrando como a falta de respeito às identidades de gênero contribui para a vulnerabilidade ao feminicídio.
  • Introdução: Para iniciar a discussão sobre a importância da resistência e da luta por direitos na construção de uma sociedade mais justa e menos violenta.

26. Think Olga

Esgotadas - Lab ThinkOlga

Think Olga é uma organização que atua na promoção da igualdade de gênero por meio de campanhas de conscientização, empoderamento das mulheres e desconstrução de estereótipos. Seu trabalho visa transformar a cultura machista e combater a misoginia, que são as bases da violência de gênero e do feminicídio. A organização produz conteúdo relevante e promove debates que ajudam a informar e mobilizar a sociedade.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para exemplificar a atuação da sociedade civil na educação e conscientização sobre a violência de gênero, destacando a importância de desconstruir o machismo.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir parcerias entre o governo e organizações como a Think Olga para campanhas educativas em escolas e na mídia.

27. Go Equal (Movimento)

GOEQUAL | LinkedIn

O movimento Go Equal, idealizado pela renomada jogadora de futebol Marta, busca promover a igualdade de gênero não apenas no esporte, mas em todos os espaços da sociedade. Ao lutar por reconhecimento e oportunidades iguais para mulheres, o movimento desafia as normas patriarcais que limitam a participação feminina e contribuem para a desvalorização da mulher, que é um dos pilares da violência de gênero e do feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir como a luta pela igualdade de gênero em diversas esferas, como o esporte, contribui para desconstruir o machismo estrutural que sustenta o feminicídio.
  • Conclusão: Para propor o incentivo a movimentos de igualdade como forma de empoderar mulheres e reduzir a violência.

28. Cartilha “Namoro Legal” (Ministério Público de SP)

Cartilha Namoro Legal

A cartilha “Namoro Legal”, desenvolvida pelo Ministério Público de São Paulo, é um material educativo de grande importância para ajudar meninas e mulheres a identificar sinais de relacionamentos abusivos. Ao educar sobre os limites do consentimento, a manipulação e as diversas formas de violência (física, psicológica, sexual), ela atua na prevenção primária do ciclo de violência que pode culminar no feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir a importância da educação e da conscientização sobre relacionamentos saudáveis e abusivos como forma de prevenir a violência doméstica, que é um fator de risco para o feminicídio.
  • Proposta de Intervenção: Sugerir a distribuição e a aplicação de materiais como a cartilha “Namoro Legal” em escolas e plataformas digitais.

29. Wangari Maathai

Episode 262: Wangari Muta Maathai, Part Two

Wangari Maathai foi uma ambientalista e ativista política queniana, a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2004. Ela é reconhecida por fundar o Movimento Cinturão Verde, que uniu as causas ambientalistas com a luta pelos direitos das mulheres, promovendo o empoderamento feminino através do reflorestamento e da gestão sustentável de recursos. Sua visão demonstra como a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento feminino são fundamentais para a justiça social e para combater as raízes da violência.

Wangarĩ Maathai foi uma ativista social, ambiental e política queniana que fundou o Movimento Cinturão Verde, uma organização ambiental não governamental focada no plantio de árvores, conservação ambiental e direitos das mulheres. Em 2004, ela se tornou a primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Como beneficiária do Kennedy Airlift, ela estudou nos Estados Unidos, obtendo um diploma de bacharel no Mount St. Scholastica College em Atchison, Kansas, e um mestrado na Universidade de Pittsburgh em Pittsburgh. Em seguida, ela se tornou a primeira mulher na África Oriental e Central a obter um Doutorado em Filosofia, recebendo seu Ph.D. da Universidade de Nairóbi em Nairóbi, Quênia. Em 1984, ela recebeu o Prêmio Right Livelihood por “converter o debate ecológico queniano em ação em massa para o reflorestamento.” Saiba mais

Leitura complementar:

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para discutir como o empoderamento feminino e a luta por igualdade em diversas esferas contribuem para a desconstrução das estruturas que geram a violência de gênero.
  • Conclusão: Para propor soluções que integrem o empoderamento feminino em projetos sociais e ambientais como forma de promover a dignidade e segurança das mulheres.

30. “A Cor Púrpura” (Livro de Alice Walker)

A Cor Púrpura - Filme 2023 - AdoroCinema

O aclamado livro de Alice Walker, “A Cor Púrpura”, narra a história de Celie, uma mulher negra, pobre e semianalfabeta que sofre diversas violências de gênero e raça ao longo de sua vida. A obra é um retrato pungente da interseccionalidade das opressões, mostrando como mulheres negras são particularmente vulneráveis à violência física, sexual e psicológica. É um poderoso testemunho da resiliência feminina e da busca por liberdade e dignidade em um contexto de extrema marginalização, dialogando diretamente com as raízes do feminicídio.

Como usar na redação:

  • Argumentação: Para ilustrar a interseccionalidade do feminicídio, mostrando como mulheres negras são vítimas de múltiplas formas de violência devido à combinação de machismo e racismo.
  • Introdução/Conclusão: Para contextualizar a profundidade e a crueldade da violência de gênero e raça, e a urgência de combater essas opressões.

Onde posso encontrar este conteúdo gratuito com repertórios socioculturais para a redação do ENEM sobre feminicídio?

Este conteúdo está disponível gratuitamente aqui no acervo.

Como posso acessar o material que lista repertórios para a redação do ENEM sobre o tema ‘Dimensões do feminicídio na sociedade contemporânea’?

O arquivo/post com esse material está disponível aqui.

Existe algum material gratuito em PDF sobre repertórios socioculturais específicos para a redação do ENEM com o tema feminicídio?

Sim, você pode encontrar materiais gratuitos sobre esse assunto específico aqui no acervo.

Onde consigo encontrar materiais abrangentes para a redação do ENEM?

Materiais sobre o assunto mais amplo da redação do ENEM, incluindo os repertórios socioculturais, estão disponíveis aqui no acervo.

Procuro este artigo sobre repertórios para o ENEM e feminicídio. Onde posso localizá-lo?

Você pode encontrar o arquivo que procura neste portal.

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