Racismo Cultural no ENEM: 28 Repertórios para uma Redação Nota Mil

Racismo Cultural no ENEM: 28 Repertórios para uma Redação Nota Mil

A redação do ENEM não é apenas um teste de gramática, mas uma oportunidade de demonstrar seu conhecimento de mundo e sua capacidade argumentativa. Quando o tema aborda os “Desafios para combater o racismo cultural no Brasil”, ter um arsenal de repertórios socioculturais bem fundamentados é o seu diferencial para uma nota mil.

Repertórios essenciais para enriquecer sua redação

1. Ruth de Souza

Morre Ruth de Souza aos 98 anos; relembre a carreira da atriz | Vídeo ...

Ruth de Souza foi uma atriz brasileira pioneira, um ícone da representatividade negra nas artes. Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, tornou-se a primeira atriz afro-brasileira a se apresentar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na peça “O Imperador Jones”. Em 1954, foi a primeira atriz afro-brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema por sua atuação em “Sinhá Moça” na Mostra de Veneza. Sua trajetória é um marco na luta por visibilidade, quebra de barreiras e valorização da população negra no cenário cultural brasileiro, desafiando o apagamento histórico e o racismo cultural.

Dica de Uso na Redação: Utilize a trajetória de Ruth de Souza para exemplificar como a presença e o talento de artistas negros em espaços de destaque são fundamentais para desconstruir estereótipos e promover a inclusão, combatendo a invisibilidade imposta pelo racismo cultural.

Exemplo de Parágrafo de Introdução:

No contexto dos desafios para combater o racismo cultural no Brasil, a arte e a cultura emergem como potentes ferramentas de transformação social. A trajetória de figuras como Ruth de Souza, uma das maiores atrizes brasileiras e pioneira na quebra de barreiras raciais no teatro e cinema nacional, ilustra vividamente como a representatividade negra no cenário artístico pode desconstruir estereótipos e promover a valorização da identidade afro-brasileira, evidenciando a necessidade urgente de combater a invisibilidade e o preconceito enraizados na sociedade.

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2. Milton Nascimento

Milton Nascimento chega aos 80 anos com aura sagrada pelo canto e pela ...

Milton Silva Campos do Nascimento, conhecido como Bituca, é um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Com uma carreira laureada por cinco prêmios Grammy e doze Prêmios da Música Brasileira, Milton Nascimento é um ícone da MPB. Sua obra, que mescla influências africanas, indígenas e europeias, reflete a riqueza e a diversidade da cultura brasileira, sendo um contraponto ao apagamento da contribuição negra na formação cultural do país e um símbolo da valorização da identidade afro-brasileira.

Dica de Uso na Redação: Utilize Milton Nascimento para argumentar sobre a importância da valorização da diversidade cultural e do reconhecimento das raízes africanas na música brasileira, combatendo o racismo que tenta silenciar essas vozes e expressões artísticas.

Exemplo de Parágrafo de Argumentação:

Ademais, a persistência do racismo cultural no Brasil pode ser evidenciada pela subvalorização de expressões artísticas e intelectuais de matriz africana. Nesse sentido, a obra de Milton Nascimento, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, serve como um poderoso contraponto. Suas composições, repletas de referências à ancestralidade africana e à cultura mineira, demonstram a riqueza e a complexidade da identidade negra brasileira. Ao celebrar essa herança cultural e alcançar reconhecimento global, Milton Nascimento não apenas eleva a autoestima da população negra, mas também desafia a visão eurocêntrica que historicamente tentou marginalizar e inferiorizar as manifestações culturais afro-brasileiras. Assim, a difusão e o reconhecimento de sua arte são cruciais para desmantelar os pilares do racismo cultural e promover uma sociedade mais equitativa e plural.

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3. CNPIR (Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial)

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O Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial (CNPIR) é um órgão colegiado do governo federal que tem como finalidade propor, monitorar e avaliar políticas públicas de promoção da igualdade racial. Sua existência e atuação são cruciais para o combate ao racismo institucional e cultural, pois busca garantir os direitos da população negra e outras comunidades tradicionais, promovendo a valorização de suas identidades e o acesso equitativo a oportunidades.

Dica de Uso na Redação: Pode ser utilizado para argumentar sobre a importância das políticas públicas e da atuação estatal na promoção da igualdade racial e no combate às estruturas racistas presentes na sociedade.

4. A Ralé Brasileira (Jessé Souza)

Livro A Ralé Brasileira Jessé Souza - Livros de Ciências Humanas e ...

O livro “A Ralé Brasileira: Quem é e Como Vive” do sociólogo Jessé Souza, explora a fundo a estrutura de exclusão social no Brasil, revelando como o racismo é um dos pilares que perpetuam a marginalização e a vulnerabilidade da população negra. A obra demonstra que a desigualdade no país não se limita à questão econômica, mas é profundamente enraizada em um racismo estrutural que desvaloriza e oprime culturalmente grande parte da sociedade.

Dica de Uso na Redação: Utilize a análise de Jessé Souza para contextualizar o racismo cultural como parte de uma estrutura social mais ampla que gera desigualdades e marginalização, reforçando a necessidade de combater as raízes históricas do preconceito.

5. Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis foi uma escritora brasileira, reconhecida como a primeira romancista negra do país. Em 1859, publicou “Úrsula”, considerado o primeiro romance abolicionista brasileiro. A obra, que narra um triângulo amoroso, questiona profundamente o sistema escravista, trazendo à tona a humanidade e o sofrimento dos escravizados. Seu trabalho é de imensa importância para a literatura nacional e para a representatividade negra, desafiando o apagamento da voz e da perspectiva negra na produção cultural da época.

Dica de Uso na Redação: Para ilustrar a resistência negra através da literatura e a importância de vozes pioneiras na denúncia do racismo e da escravidão, evidenciando o poder da arte para confrontar injustiças culturais e sociais.

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6. Shirley para Presidente (Shirley Chisholm)

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O filme “Shirley para Presidente” (Shirley, no título original) é inspirado na vida de Shirley Chisholm, a primeira mulher negra eleita para o Congresso dos Estados Unidos e a primeira mulher negra a concorrer à presidência do país por um grande partido. Sua trajetória é um poderoso repertório sobre a luta por representatividade política, a quebra de barreiras raciais e de gênero, e a persistência do racismo e machismo em esferas de poder, inspirando a busca por uma sociedade mais igualitária.

Dica de Uso na Redação: Aborde o filme para discutir a sub-representação de mulheres negras na política e a importância de figuras pioneiras que desafiam as estruturas de poder racistas e patriarcais.

7. Leci Brandão

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Leci Brandão é uma figura multifacetada na cultura e política brasileira: cantora, compositora e deputada estadual. Vencedora do Encontro Nacional de Compositores de Samba em 1973 com “Quero Sim”, sua carreira musical é marcada pela defesa da cultura popular e da identidade afro-brasileira. Como mulher negra, artista e política, Leci Brandão sempre se posicionou firmemente contra o racismo, a homofobia e todas as formas de discriminação, utilizando sua voz e influência para pautar debates sociais importantes e promover a igualdade.

Dica de Uso na Redação: Para exemplificar a força da arte e da política como plataformas de ativismo e combate ao racismo e outras opressões no Brasil, destacando a importância da voz negra na esfera pública.

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8. A Negação do Brasil (Joel Zito Araújo)

Cineclube exibe documentário "A Negação do Brasil" | Notícias

O documentário “A Negação do Brasil – o negro na telenovela brasileira”, de Joel Zito Araújo, é uma análise contundente sobre as representações estereotipadas e a marginalização de personagens negros nas telenovelas brasileiras. A obra demonstra como a mídia, ao perpetuar clichês e a invisibilidade, reflete e reforça o racismo cultural na sociedade, contribuindo para a desvalorização da identidade negra e a manutenção de preconceitos.

Dica de Uso na Redação: Utilize o documentário para criticar o papel da mídia na perpetuação do racismo cultural e para defender a necessidade de representações mais diversas e autênticas da população negra.

9. Angela Davis

Angela Davis Portrait in Black | Stable Diffusion Online

Angela Davis é uma renomada ativista, filósofa e escritora negra norte-americana, cujas teorias sobre racismo, feminismo e encarceramento em massa são fundamentais para entender o racismo estrutural. Suas análises sobre a interseccionalidade das opressões (raça, classe, gênero) são aplicáveis à realidade brasileira, onde o racismo se manifesta de forma complexa e interligada a outras desigualdades, exigindo um combate multifacetado.

Dica de Uso na Redação: Para fundamentar argumentos sobre o racismo estrutural e a interseccionalidade das opressões na sociedade brasileira, mostrando como diferentes formas de discriminação se entrelaçam.

10. Kabengele Munanga

Kabengele Munanga será homenageado pela UFRJ com o título de Doutor ...

Kabengele Munanga é um antropólogo congolês-brasileiro, professor e especialista na antropologia afro-brasileira. Sua vasta pesquisa sobre o racismo na sociedade brasileira é crucial para a compreensão das dinâmicas raciais e da construção da identidade negra no país. Doutor em antropologia pela USP, Munanga contribui significativamente para o desvelamento do racismo cultural e suas manifestações, defendendo a valorização da cultura africana e afro-brasileira como caminho para a superação do preconceito.

Dica de Uso na Redação: Para embasar discussões acadêmicas sobre a formação do racismo no Brasil, a construção da identidade negra e a importância do estudo da cultura afro-brasileira como ferramenta antirracista.

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11. Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010)

Seppir celebra cinco anos do Estatuto da Igualdade Racial — Ministério ...

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010) é uma legislação fundamental que visa a coibir a discriminação racial e a estabelecer políticas para diminuir a desigualdade social existente entre os diferentes grupos raciais no Brasil. Ele garante direitos e promove ações afirmativas para a população negra, reconhecendo a necessidade de reparação histórica e de valorização da diversidade cultural como forma de combater o racismo em suas diversas manifestações.

Dica de Uso na Redação: Utilize o Estatuto para discutir a importância das leis e políticas públicas na garantia de direitos e no combate à discriminação racial, mas também para apontar os desafios em sua plena implementação.

12. Joel Zito Araújo

#Entrevista - Cineasta Joel Zito Araújo fala do filme "Meu Amigo Fela ...

Joel Zito Araújo é um renomado cineasta, roteirista e produtor brasileiro, cuja obra é dedicada a explorar e denunciar as questões raciais no Brasil. Com filmes e documentários premiados, como “A Negação do Brasil” (já citado) e “Filhas do Vento”, ele desafia estereótipos, promove a visibilidade da população negra e critica a forma como o racismo cultural se manifesta na mídia e na sociedade, tornando-se uma voz essencial no combate ao preconceito através da sétima arte.

Dica de Uso na Redação: Para ilustrar como o cinema e a produção audiovisual podem ser ferramentas potentes de denúncia, conscientização e valorização da cultura negra, combatendo o racismo cultural.

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13. Lei nº 10.639/2003

A Lei Nº 10.639/2003. Pesquisas e Debates PDF Wilma de Nazare Baia ...

A Lei nº 10.639/2003 é um marco legislativo que determina a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino fundamental e médio. Essa legislação é crucial para combater o racismo cultural ao promover a valorização da ancestralidade, da identidade e da contribuição do povo negro para a formação do Brasil, desconstruindo preconceitos e estereótipos desde a base educacional.

Dica de Uso na Redação: Aborde a Lei 10.639 para discutir a importância da educação como ferramenta antirracista e para questionar a efetividade de sua implementação, especialmente considerando os desafios apresentados nos textos motivadores.

14. Rosa Parks

Premium Photo | Rosa Parks civil rights activist Montgomery Bus Boycott ...

Rosa Parks foi uma icônica ativista negra americana cujo ato de desobediência civil, ao recusar-se a ceder seu assento em um ônibus para um branco em 1955, desencadeou o Boicote aos Ônibus de Montgomery. Esse evento histórico se tornou um marco na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, simbolizando a resistência individual contra a segregação racial e inspirando movimentos por igualdade em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde o racismo também impõe segregações veladas e explícitas.

Dica de Uso na Redação: Para exemplificar a força da resistência individual e coletiva contra leis e práticas racistas, mostrando como pequenos atos de coragem podem gerar grandes transformações sociais.

15. Pantera Negra (Filme)

Pantera Negra (2018)

O filme “Pantera Negra” (2018), da Marvel, transcendeu o gênero de super-heróis ao apresentar um reino africano avançado e autossuficiente (Wakanda), desconstruindo estereótipos e promovendo uma representação poderosa e positiva da cultura e liderança negra. O longa aborda temas como identidade, ancestralidade, justiça social e o valor da cultura africana, tornando-se um marco na luta por representatividade e no combate ao racismo cultural no cinema global.

Dica de Uso na Redação: Para discutir a importância da representatividade positiva na mídia, o impacto cultural de narrativas que valorizam a identidade negra e como a arte pode subverter estereótipos racistas.

16. Maju Coutinho

Maju Coutinho e a sordidez do racismo: 'Ainda é notícia' | VEJA

Maria Júlia “Maju” Coutinho Moura é uma jornalista e apresentadora brasileira que se tornou um símbolo de representatividade ao ocupar posições de destaque na televisão, como bancada do Jornal Nacional e apresentação do Fantástico. Sua ascensão profissional, apesar dos desafios impostos pelo racismo no ambiente midiático e dos ataques que sofreu, demonstra a capacidade e o talento da população negra, ao mesmo tempo em que expõe a necessidade de mais espaço e reconhecimento para profissionais negros e a persistência do racismo cultural na sociedade.

Dica de Uso na Redação: Para ilustrar a importância da representatividade negra em espaços de poder e influência na mídia brasileira, e para abordar os desafios e a violência do racismo enfrentados por essas figuras.

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17. O Ódio que Você Semeia (Filme)

[Resenha] O ódio que você semeia | Dicas de Malu

O filme “O Ódio que Você Semeia” (The Hate U Give) aborda de forma impactante o racismo e a violência policial contra a população negra nos Estados Unidos, um reflexo de realidades também presentes no Brasil. A narrativa demonstra como o ódio e o preconceito, enraizados na cultura e nas instituições, afetam profundamente a vida de jovens negros, suas famílias e comunidades, expondo a urgência de combater o racismo estrutural e cultural.

Dica de Uso na Redação: Utilize o filme para discutir a violência do racismo e a brutalidade policial como manifestações do racismo cultural e estrutural, e a importância de dar voz às vítimas dessas injustiças.

18. Cadernos Negros

Cadernos Negros Volume 43 - Poemas Afro-Brasileiros - Livraria

Os “Cadernos Negros” são uma coletânea anual de poesias e contos escritos por autores negros brasileiros, publicada pelo Quilombhoje Literatura desde 1978. Essa iniciativa é um pilar fundamental para a literatura afro-brasileira, pois oferece um espaço vital para a expressão de vozes negras, que historicamente foram marginalizadas. A coletânea aborda a experiência da população negra, suas lutas, identidades, amores e dores, sendo um poderoso instrumento de combate ao racismo cultural e de valorização da produção intelectual negra.

Dica de Uso na Redação: Para argumentar sobre a importância da literatura e da produção cultural independente na valorização da identidade negra e na resistência contra o apagamento cultural promovido pelo racismo.

19. Cara Gente Branca (Série)

'Cara Gente Branca', série da Netflix, é renovada para quarta e última ...

A série “Cara Gente Branca” (Dear White People), da Netflix, aborda a vida de estudantes negros em uma universidade elitista americana, explorando de forma satírica e perspicaz as nuances do racismo, da identidade e do ativismo. A produção expõe as microagressões, os preconceitos velados e as tensões raciais presentes em ambientes acadêmicos, destacando as lutas e resistências da juventude negra diante do racismo cultural e estrutural.

Dica de Uso na Redação: Utilize a série para discutir como o racismo cultural se manifesta em ambientes supostamente progressistas, como universidades, e a importância do ativismo estudantil na luta por inclusão e equidade.

20. Djamila Ribeiro

"Ain't I a Woman" too? | Djamila Ribeiro on Social Justice, Black ...

Djamila Taís Ribeiro dos Santos é uma das mais proeminentes intelectuais, filósofas e ativistas negras brasileiras da atualidade. Seus livros, como “Pequeno Manual Antirracista” e “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?”, abordam o racismo estrutural, o feminismo negro e a interseccionalidade, oferecendo ferramentas conceituais para a desconstrução do racismo cultural e a promoção de uma sociedade mais justa e equitativa. Sua atuação é fundamental para o debate público sobre as questões raciais no Brasil.

Dica de Uso na Redação: Para embasar argumentos teóricos sobre o racismo estrutural, a interseccionalidade e as estratégias de combate propostas pelo feminismo negro, mostrando a profundidade do pensamento antirracista no Brasil.

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21. O Sol é Para Todos (Livro)

Os 50 melhores livros para ler antes de morrer - Maiores e Melhores

“O Sol é Para Todos” (To Kill a Mockingbird), de Harper Lee, é um clássico da literatura americana que aborda a injustiça racial no sul dos EUA durante a Grande Depressão. Através da perspectiva infantil, o livro expõe o preconceito, a segregação e a falha do sistema judiciário em proteger um homem negro inocente, sendo um poderoso retrato do racismo estrutural e da intolerância, cujas lições ressoam com os desafios enfrentados no Brasil.

Dica de Uso na Redação: Utilize o livro para discutir a persistência da injustiça racial e a falha das instituições em garantir direitos iguais a todos, independentemente da cor da pele.

22. Na Minha Pele (Lázaro Ramos)

Na Minha Pele - Lazaro Ramos | Livro Editora Objetiva Usado 79355856 ...

“Na Minha Pele” é um livro autobiográfico de Lázaro Ramos, no qual o ator e escritor compartilha suas experiências e reflexões sobre ser negro no Brasil. A obra, que também inspirou um documentário, aborda de forma profunda e pessoal as nuances do racismo, a busca por identidade e representatividade, e a importância da autoestima e da luta antirracista. É um depoimento essencial para compreender as vivências da população negra e o impacto do racismo cultural no cotidiano.

Dica de Uso na Redação: Para usar a perspectiva pessoal e a vivência do racismo como um argumento sobre a necessidade de autoconhecimento, valorização da identidade negra e o enfrentamento das dores impostas pelo racismo.

23. Olhos d’água (Conceição Evaristo)

Olhos de Água Travel Guide: Best of Olhos de Água, Albufeira Travel ...

“Olhos d’água” é uma coletânea de contos da aclamada escritora Conceição Evaristo. A obra mergulha nas profundezas da experiência feminina e negra no Brasil, retratando com sensibilidade e força as vivências de personagens que enfrentam o racismo, a pobreza e a violência, mas que também demonstram uma resiliência notável e uma busca incessante por dignidade, identidade e afeto. A literatura de Conceição Evaristo é um grito potente contra o racismo cultural e social, dando voz a quem historicamente foi silenciado.

Dica de Uso na Redação: Para contextualizar a literatura como espelho das realidades sociais e ferramenta de denúncia do racismo e das desigualdades, valorizando a produção literária negra.

Saiba mais sobre o município de Olhos-d’Água (note: o link original se refere ao município, não ao livro)

24. Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Ngozi Adichie Comes to Terms with Global Fame | The New Yorker

Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana aclamada mundialmente, reconhecida por suas obras de ficção e não ficção que exploram temas como identidade, feminismo, imigração e racismo. Sua palestra “O perigo de uma história única” é particularmente relevante para o combate ao racismo cultural, pois alerta sobre os riscos de reduzir a complexidade de povos e culturas a um único estereótipo, promovendo uma visão mais plural, empática e descolonizada do mundo.

Dica de Uso na Redação: Para discutir a importância da diversidade de narrativas e a desconstrução de estereótipos na luta contra o racismo cultural, mostrando como a falta de múltiplas perspectivas perpetua preconceitos.

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25. A Cor Púrpura (Filme)

Prime Video: A Cor Púrpura

O filme “A Cor Púrpura” (The Color Purple), dirigido por Steven Spielberg e baseado no livro de Alice Walker, retrata a vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos no início do século XX. A obra expõe de forma crua a luta contra o racismo, o machismo e a violência em um contexto de profunda opressão. É um poderoso testemunho da resiliência feminina negra, da busca por liberdade e do valor da sororidade, ressoando com as complexas formas de racismo cultural e de gênero no Brasil.

Dica de Uso na Redação: Para abordar a interseccionalidade do racismo e do machismo, e a resiliência da mulher negra na superação de adversidades e na busca por sua voz e dignidade.

26. Djonga

DJONGA: De volta ao Circo Voador! - Rock Press

Gustavo Pereira Marques, o Djonga, é um dos mais influentes rappers e compositores brasileiros da atualidade. Conhecido por suas letras diretas e potentes, ele utiliza o rap como ferramenta de denúncia do racismo estrutural, da violência policial e das desigualdades sociais que afetam a população negra e periférica no Brasil, dando voz a uma realidade muitas vezes silenciada e confrontando o racismo cultural com arte e crítica social.

Dica de Uso na Redação: Para exemplificar a música como forma de protesto e conscientização sobre o racismo e as injustiças sociais, destacando o papel do rap como voz da periferia.

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27. Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana (Documentário)

Ingressos para desfile das escolas de samba de Santos começam a ser ...

O documentário “Samba de Santo – Resistência Afro-Baiana” explora a riqueza e a profundidade da cultura negra na Bahia, suas danças, ritmos e a forte conexão com a ancestralidade. A obra apresenta desde os blocos afros como Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Bankoma, até os blocos de Carnaval nascidos em terreiros de candomblé, mostrando como essas manifestações são atos de resistência cultural, de celebração da identidade negra e de combate ao racismo que tenta deslegitimar essas expressões.

Dica de Uso na Redação: Para argumentar sobre a importância da cultura e da religiosidade de matriz africana como formas de resistência e preservação da identidade negra diante do racismo cultural.

28. Emicida

Emicida: Depois de quatro anos, rapper volta com o álbum "AmarElo"

Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, é um rapper, cantor e compositor brasileiro que se destaca por sua lírica profunda e reflexiva. Suas obras, como o aclamado álbum “AmarElo”, transcendem a música para abordar a história, a cultura e a luta da população negra, promovendo a autoestima e a conscientização sobre o racismo e as desigualdades sociais. Emicida é um dos grandes intelectuais do rap nacional, utilizando sua arte para dar visibilidade e representatividade à população negra e para questionar as estruturas do racismo cultural.

Dica de Uso na Redação: Para argumentar sobre a capacidade da música em resgatar a história e a identidade negra, combatendo o apagamento cultural e promovendo a reflexão crítica sobre o racismo.

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Referências e textos motivadores para aprofundar

Estes textos podem servir como base para sua argumentação, oferecendo dados e perspectivas sobre o tema:

1) Raízes de Fé: quando a lei consente com a intoler&ância religiosa

Entre 1891 e 1946, mais de 500 objetos de religiões de matriz africana, especificamente de Candomblé e Umbanda, foram apreendidos pela polícia do estado do Rio de Janeiro, em contradição com a Carta Constitucional de 1891, do Brasil República, que já estabelecia o Estado laico e a liberdade de crença e culto. Para legitimar o confisco desses objetos, foram criados artigos que permitiam e incentivavam a denúncia e apreensão de objetos religiosos de matriz africana. Em 2023, foram registrados 1.478 casos de intolerância religiosa no Brasil. Os terreiros eram processados, fichados e denunciados por três artigos penais, Art.156, Art.157 e Art.158, que eram referentes à prática de espiritismo, curandeirismo e exercício ilegal da medicina. 

A partir desses artigos, criou-se o projeto Liberte Nosso Sagrado: desarquivando memórias da repressão e da resistência das comunidades tradicionais de terreiros no Rio de Janeiro republicano (1889-1945), que envolve o Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ), e o Programa de Pós-graduação em Hist&ória da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os pesquisadores, por meio da análise de inquéritos policiais, buscam compreender as dinâmicas de apreensão de objetos religiosos e o impacto dessas ações nas comunidades tradicionais.

Disponível: https://agenciaescola.ufpr.br/raizes-de-fe-quando-a-lei-consente-com-a-intolerancia-religiosa/ (Adaptado).

 

2) Mais de 70% das cidades não cumprem lei do ensino afro-brasileiro

Sete em cada dez secretarias municipais de educação não realizaram nenhuma ação ou poucas ações para implementação do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (18), em Brasília, pelo Instituto Alana e Geledés Instituto da Mulher Negra.  
O estudo ouviu, em 2022, gestores de 1.187 secretarias municipais de educação, o que corresponde a 21% das redes de ensino dos municípios, sobre o cumprimento da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino para o combate ao racismo nas escolas há 20 anos.

Os municípios são os principais responsáveis pela educação básica. Do total, constatou-se que 29% das secretarias têm ações consistentes e perenes de atendimento à legislação; 53% fazem atividades esporádicas, projetos isolados ou em datas comemorativas, como no Dia da Consciência Negra (20 de novembro); e 18% não realizam nenhum tipo de ação. As secretarias que não adotam nenhuma ou poucas ações, juntas, somam 71%.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2023-04/mais-de-70-das-cidades-nao-cumprem-lei-do-ensino-afro-brasileiro (Adaptado).

 

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